SBT escala Mara para alavancar Fofocando

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (26/09), Mara Maravilha estreou, oficialmente, no “Fofocando”. A apresentadora retornou para sua casa e demonstrou felicidade neste pontapé em seu novo desafio profissional.

A atração de Leão Lobo, Mamma Bruschetta e Homem do Saco ainda não se firmou nos índices de audiência. Fica ao redor dos 5 pontos de média. Vídeo Show e A Hora da Venenosa rondam 10 pontos no IBOPE.

Mara sobressaiu na última edição de “A Fazenda” e deveria ter vencido o reality. Como ela afirmou hoje, ela buscará os dois milhões de reais aqui fora e o seu retorno para o SBT é uma grande vitória.

“Fofocando” precisa passar por uma reestruturação geral. Na realidade, o programa da emissora de Silvio Santos deveria ser uma grande roda da fofoca. Um bate-papo informal com o telespectador. Isso não acontece. Nesta segunda (26/09), por exemplo, foi ao ar uma longuíssima matéria sobre a vida de Britney Spears. O telespectador que acompanha esse tipo de noticiário já conhece todas as polêmicas da cantora norte-americana. Funcionou como encheção de linguiça. Falta ritmo.

Ler no teleprompter as fofocas do dia traz um ar artificial. É preciso que Leão, Mamma e Homem do Saco (que não tem identidade, pois sempre trocam o rapaz) passem naturalidade no vídeo.  Um bom exemplo ocorre no “Mulheres”. Catia Fonseca lidera o momento com Fefito e a “Tia”. Esse formato poderia ser aplicado ao programa do SBT. Mara como apresentadora e Leão e Mamma com as notas das “celebridades” e TV.

É preciso repensar o “Fofocando”.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h04
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"Justiça" sobressai com estrutura do roteiro

Olá, internautas

Nesta sexta-feira (23/09), “Justiça” chegou ao fim. A interessante minissérie de Manuela Dias com direção artística de José Luiz Villamarim teve como grande mérito a construção das histórias que se entrelaçavam, de alguma forma, no roteiro exibido às segundas, terças, quintas e sextas-feiras. Uma mesma cena ganhava exibição em duas oportunidades com o desenrolar diferente dos personagens envolvidos no momento.  

Já ressaltamos nesse espaço que a TV Globo é imbatível em minissérie. Sempre é louvável a exibição do gênero após a novela das nove. E isso ocorreu com “Justiça”. Resultado: sucesso na audiência.

Confira a nossa breve análise por dia:

Terça-feira: A história de uma mulher que vai presa por defender seu filho de um cachorro

Neste dia, “Justiça” alcançou o seu melhor resultado no vídeo. Adriana Esteves desencarnou de vez de Carminha ao interpretar Fátima, a mãe trabalhadora. Teve um início, meio e fim bem construídos.  Enrique Diaz também brilhou ao viver o policial Douglas. O ator conseguiu humanizar o personagem.  Também merecem destaque Julio Andrade (Firmino) e Tobias Carrieres (Jesus).

Segunda-feira: O sentimento de uma mãe capaz de ir às últimas consequências para vingar a morte de uma filha

O episódio tinha uma alta carga dramática. Cena fortíssima do assassinato de Isabela (Marina Ruy Barbosa) por Vicente (Jesuíta Barbosa) no banheiro logo na estreia. Porém, a história perdeu rumo ao apostar no relacionamento sexual entre Elisa (Debora Bloch) e o assassino de sua filha. Pode ser ficção, mas ultrapassou o limite ético. Jesuita é um dos atores de destaque desta geração e, mais uma vez, sobressaiu no elenco.

 

Sexta-feira: O desespero de um homem que se vê obrigado a tirar a vida do seu grande amor

Neste dia, a promessa na divulgação da minissérie seria o debate sobre a eutanásia. Porém, a obra enfocou no jogo sujo da política através de Antenor (Antonio Calloni). Drica Moraes, que interpretou Vania, a esposa do candidato a governador, ganhou amplo destaque na minissérie. A atriz chamou a atenção ao protagonizar cenas ousadas com Cauã Reymond (Mauricio).

Quinta-feira: A ação da polícia guiada pelo racismo que destrói o futuro brilhante de uma jovem

A ideia acima deveria ter ganhado destaque no núcleo com a personagem Rose (Jéssica Ellen). Apesar disso, a história se alicerçou no estupro sofrido por Débora (Luisa Arraes). Foi o dia mais fraco da minissérie. Rose deveria ter ganhado mais espaço na obra.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 22h37
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Ximenes e Cleo aparecem em dose dupla com "Supermax"

Olá, internautas

A TV Globo estreou, nesta semana, “Supermax”. A nova série registrou 15 pontos de média. Dentro do padrão da faixa horária das 23h30. A produção conta com duas estrelas que integram o elenco de “Haja Coração”: Mariana Ximenes e Cleo Pires.

As atrizes, portanto, surgem em dose dupla no vídeo. Mais cedo, Mariana é espevitada Tancinha. De noite, traveste-se de enfermeira Bruna. Já Cleo é Tamara na novela das sete. Mais tarde, ressurge como a psicóloga Sabrina. Inusitado e reflete a repetição do elenco.  

Apesar disso, a direção acertou ao apostar em profissionais não tão desgastados no restante do elenco. Erom Cordeiro é um dos exemplos de atores que poderia ser mais requisitado nas produções de teledramaturgia. Ganha uma boa oportunidade ao viver o ex-policial Sergio.

“Supermax” é um seriado alicerçado na estrutura de reality com requintes de terror. Neste primeiro episódio, Pedro Bial voltou a personificar o apresentador do “BBB”. Ao invés de uma mansão, agora é um presídio no meio da Floresta Amazônica. No decorrer da história, o terror impregnará a vida dos confinados. Cada um enfrenta problemas na Justiça. E a cada semana, o telespectador conhecerá o caso dos “heróis”.

A TV Globo demonstra que continuará a produzir seriados nacionais. Pode ser até bom para atores e atrizes. Mais trabalho e oportunidades. Só que o canal fica sobrecarregado de teledramaturgia. É Velho Chico, Justiça e Supermax. Três produções em efeito cascata. Esta faixa das 23h30 empurrou o “Jornal da Globo” e “Programa do Jô” para a madrugada. Isso deveria ser melhor discutido e analisado.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 11h43
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TV apresenta cobertura deficiente nos Jogos Paralímpicos Rio 2016

Olá, internautas

Os Jogos Paralímpicos Rio 2016 chegaram ao fim neste domingo (18/09). A cerimônia de encerramento realizada no Maracanã foi um grande Show da Virada da TV Globo. Nação Zumbi, Vanessa da Mata, Gabi Amarantos, Ivete Sangalo, entre outros, prestigiaram o acontecimento.

Desta vez, a TV Cultura transmitiu o sinal da TV Brasil sem grandes problemas. No decorrer dos Jogos Paralímpicos, as duas emissoras destacaram as competições na programação. O canal da Fundação Padre Anchieta apenas retransmitiu a cobertura da outra emissora pública com o selo da TV Brasil estampada no vídeo.  

Gostaria de destacar um fato que ocorreu no sábado (17/09). A TV Brasil transmitia a disputa entre Brasil e França pela sétima colocação no rugby. Brasileiros em quadra. Eis que de supetão, o canal tirou do ar para ceder espaço ao basquete masculino na disputa pelo bronze entre Turquia e Austrália. Total desconsideração com os compatriotas. Depois, alguém teve a ideia brilhante de voltar a exibir os momentos finais do Brasil no rugby.

Os canais SPORTV 2 e 4 destacaram a Paralimpíada na TV paga com uma justa e competente  cobertura. Atletismo, natação, levantamento de peso, futebol de 5 e de 7, basquete de cadeiras de rodas, rugby e vôlei sentado ganharam mais espaço.

A TV Globo focou o evento esportivo no “Jornal Nacional”. É um dos horários mais nobres da TV brasileira. Até William Bonner entrevistou Daniel Dias na bancada do telejornal nesta segunda (19/09).  Boa cobertura. A “Balada Paralímpica”, de madrugada, também trazia os acontecimentos.  Porém, a emissora platinada não exibiu as disputas ao vivo. Não interrompeu a programação para exibir as conquistas da natação paralímpica brasileira, por exemplo. Cobertura deficiente.

E o que falar da Band? Decepcionante. O “canal do esporte” deu as costas para os Jogos Paralímpicos. A emissora da família Saad poderia perfeitamente ter cedido parte da programação para as disputas. De manhã e a tarde, pelo menos. Preferiram mostrar o famigerado “Qual o Desafio?”.

Foi uma grata surpresa conhecer o vôlei sentado. Nunca tinha assistido. A seleção masculina do Irã é fantástica. Acompanhar histórias de superação remexe o telespectador. Os Jogos Paralímpicos deveriam ganhar o mesmo espaço dos Jogos Olímpicos.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 22h27
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RedeTV! enfrenta turbulência no início do horário nobre

Olá, internautas

A RedeTV! enfrenta turbulência no início do horário nobre. A emissora tirou do ar, de supetão, o “Olha a Hora” e ainda demitiu Luciano Faccioli. O jornalista já tinha esbravejado contra a venda do horário de parte do seu programa para uma igreja evangélica.

A emissora pode até ganhar um bom “cascalho”, mas derruba todo o restante da programação nos índices de audiência.  

Com o corte do “Olha a Hora”, entrou o “Sem Rodeios”. A RedeTV! festejou a contratação de Ana Paula Couto para apresentar a nova aposta. Poucas semanas depois, a apresentadora se desligou da atração. A justificativa recaiu em “problemas particulares”. O novo programa fica no traço no IBOPE.

“Sem Rodeios” não tem a personalidade de Faccioli. É um noticiário mais impessoal. Não tem bordões e nem esbravejo. Mauro Tagliaferri traz a sua credibilidade e lidera o programa ao lado de João Paulo Vergueiro e Renata Teodoro. O bom repórter Téo Taveira traz as novidades das ruas.

“Sem Rodeios” traz reportagens, links e entrevistas no estúdio. É um noticiário que ainda precisa ganhar uma identidade. É igual a tantos outros já exibidos na TV brasileira. Poderia até galgar melhor performance se ficasse colado ao “A Tarde É Sua”. Suceder as pregações da Igreja Universal é tarefa ingrata.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 22h53
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Tragédia com Domingos Montagner: Artes Cênicas em luto

Olá, internautas

Nesta semana, estou envolvido em um evento e, por isso mesmo, menos conectado. Quando acessei a internet, logo me deparei com a notícia da paralisação das gravações de “Velho Chico”. Em seguida, olhei para a coluna da esquerda onde se noticiava a morte de Domingos Montagner aos 54 anos. Fiquei perplexo.

Liguei a TV e constatei que era verdade com Luiz Bacci no “Cidade Alerta”. Fui para a GloboNews e nenhuma cobertura sobre a tragédia. Depois, acompanhei o “Brasil Urgente” com o José Luiz Datena em uma entrevista por telefone com o emocionado Juca de Oliveira. Em seguida, fui para o “Sem Rodeios” na RedeTV! com Mauro Tagliaferri.

Estou chocado até agora. Conheci o ator pessoalmente no Teatro do SESI em São Paulo. Assisti ao espetáculo Mistero Buffo. Ali presenciei uma pessoa simples. Sem estrelismos por ser o galã da TV Globo. Um trabalhador. Pai de família.

Montagner emendou um trabalho ao outro nos últimos anos. Chegou ao auge de sua carreira exatamente agora ao protagonizar uma novela das oito (eu ainda chamo assim, mas pode ser das nove, se você preferir). Era o líder de “Velho Chico”. Inacreditável que isso venha ocorrer precisamente nesse momento.

Entre os trabalhos do ator, gostei de três em especial. Em “O Brado Retumbante”, interpretou o presidente Paulo Ventura com maestria. O seriado desnudou os bastidores da política. E é impossível não destacar o trabalho em “Salve Jorge” como o guia de turismo Zyah na Turquia. Em “Sete Vidas”, interpretou o introspectivo João Miguel, trabalho que valorizei na votação da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) entre os cinco melhores atores do ano passado.

A morte trágica de Montagner nas águas do Rio São Francisco, em Canindé de São Francisco, provoca perplexidade nos telespectadores de “Velho Chico”. É uma perda para as artes cênicas do Brasil.

Meus sinceros pêsames aos familiares, amigos e fãs de Domingos Montagner.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h28
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"X Factor" traz ranço de outros realities

Olá, internautas

A Band estreou, recentemente, “X Factor”. Inicialmente, pensei que o programa entraria na vaga do MasterChef  às terças-feiras na faixa das 22h30. Porém, a nova aposta da Band vai ao ar às segundas e quartas-feiras.

A emissora acertou na contratação da talentosa Fernanda Paes Leme que comanda o show. Ela tinha se destacado no “Superstar”.  A apresentadora divide o espaço com o ex-CQC, Mauricio Meirelles. Na realidade, Fernanda deveria ganhar mais espaço. Isso talvez aconteça nas outras fases do programa.

“X Factor” traz o ranço de outros realities do gênero. As atuais audições relembram PopStars (na minha opinião, o melhor já exibido no Brasil), Ídolos, Astros, Fama, The Voice Brasil, entre outros.

Rick Bonadio, que integra o júri do X Factor, já tinha participado do quadro reality “Country Star” dentro do programa “Terra Nativa” na própria Band. Rick é figurinha carimbada. Ele foi o responsável pela formação do Rouge e Br´oz, grupos oriundos do Popstars.  Agora, Bonadio está mais jovial no vídeo. Mais parece que participou do quadro 10 anos mais jovem no “Eliana”...Diminuiu o ar ranzinza.

Paulo Miklos, Di Ferrero e Alinne Rosa completam a banca de jurados.  O ar canastrão entra no julgamento. Para dar um clima de suspense, alguns fecham a cara e votam não, já sabendo que os outros três aprovarão o candidato.  

E todos os ingredientes desse gênero de reality se faz presente no “X Factor”. A candidata tímida que solta a voz, as figuraças que querem 10 minutos de fama, o camarada que vem do outro lado do Brasil com dificuldades financeiras....Se bobear, muitos devem ter participado de outros concursos com ares modernos, embalagem que também marca o “X Factor”.

Na realidade, “X Factor”, como os outros correlatos, nada mais é que o desafio dos calouros do Programa Raul Gil, só que toda a parafernália dos realities (neste caso, com o fator X...).

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 12h20
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"Adnight" evolui após estreia ruim

Olá, internautas

Marcelo Adnet ganhou uma nova oportunidade na TV Globo. Agora, o comediante comanda o “Adnight” na faixa das 23 horas das quintas-feiras. O seriado Pé na Cova já ocupou a faixa horária. É interessante a emissora platinada sair da teledramaturgia para programas de entretenimento.

Adnet fez uma estreia ruim com Galvão Bueno. Em primeiro lugar, o entrevistado possui uma alta taxa de rejeição. Não é dos mais queridos do telespectador. Além disso, a atração foi totalmente roteirizada. As perguntas e respostas passaram ar robótico. Tudo formatado. Adnet ficou engessado.

No programa seguinte, “Adnight” evoluiu com Cauã Reymond. O ator entrou no clima da brincadeira ao lado de Ricardo Macchi. Formou uma boyband (também com Rodrigo Simas) sobre os galãs que cansaram de ser galãs. Divertido.

Já nesta mais recente edição, que foi exibida na última quinta (08/09), Adnet ficou mais livre, leve e solto com Eduardo Sterblitch e Mariana Ximenes. Aliás, o público acompanhou o reencontro do trio protagonista do filme Os Penetras. Até a esposa Dani Calabresa fez uma participação especial no jogo Verdade ou Consequência. Momento que envolveu alguma tensão diante das fofocas ventiladas pela mídia... E isso foi proposital.

Adnet continua a fazer referências a outras estrelas da TV brasileira, como Silvio Santos e Gugu. Isso é ótimo. “Adnight” trilha um bom caminho. O ideal é fugir do roteiro para passar um clima mais descontraído e divertido no fim da noite.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h51
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Ar sujo do lixão impregna "A Gata"

Olá, internautas

O SBT apostou em “A Gata” para substituir “Meu Coração É Teu”. As duas novelas apresentam estilos bem diferentes. Enquanto a turma liderada pela babá Ana tinha pitadas de comédia, a nova aposta da emissora de Silvio Santos trilha o drama.

Maite Perroni, que interpreta a protagonista Esmeralda, é o grande trunfo da produção. A atriz tem uma legião de fãs no Brasil desde os tempos de “Rebelde”. A personagem, quando criança, criava agonia no telespectador ao andar sempre com uma gata. Depois já adulta, tal hábito ficou para trás.

Só que o ambiente onde Esmeralda mora cria um “ar sujo e asqueroso” na novela. A mocinha mora em um lixão. E a Televisa gravou a novela em um lixão real. A trama lembra a histórica “Avenida Brasil”. Há até uma Nilo versão feminina que explorava as crianças (e mesmo já crescidos).

Mesmo sendo uma novela realista, a ficção, evidentemente, permeia “A Gata”. A moça pobre, que na verdade é rica, se apaixona pelo mocinho milionário. E o galã da vez é novamente Daniel Arenas que já fez sucesso no Brasil em Teresa e Coração Indomável. Portanto, o casal de protagonistas da novela é amplamente conhecido pelos telespectadores do SBT.

E isso pode ser a razão da boa performance da trama no IBOPE. Fica entre 9 e 10 pontos de média. Porém, “A Gata” com personagens com rostos sujos e figurino paupérrimo não traz uma boa imagem no vídeo.  A novela não está no mesmo nível das recentes "Teresa", "A Dona" e  "Meu Coração É Teu".

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 22h48
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TV aberta decepciona em abertura dos Jogos Paralímpicos

Olá, internautas

Estou emocionado. Acabei de assistir à cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Em diversos momentos, chorei. Chorei...Quanta emoção ver aqueles atletas que superam todos os desafios para estar ali no Maracanã. Sorriso estampado no rosto. Da Síria, Haiti, Ruanda...

Um dos momentos mais emocionantes da festa ocorreu no revezamento final da tocha olímpica. A ex-atleta paralímpica Márcia Malsar, que tem paralisia cerebral, caiu no trajeto que enfrentava chuva (São Pedro, também emocionado, jogou suas lágrimas no estádio). Ela, sozinha, se levantou e continuou a carregar a tocha até a próxima colega. Os espectadores que estavam no Maracanã ficaram de pé e aplaudiram a superação. Em casa, idem. Merecidamente, o nadador Clodoaldo Silva acendeu a pira.  

Outro momento de superação surgiu na entrada da bandeira paralímpica no Maracanã carregada por crianças com deficiência motora acompanhadas pelos respectivos pais. Emoção à flor da pele.

Lindo espetáculo que mexeu com o público. Porém, assisti à cobertura pela SPORTV com a ótima transmissão liderada pelo locutor Luiz Carlos Junior. O canal campeão cumpriu muito bem a sua parte. A TV Brasil também transmitiu a cerimônia de abertura da Paralimpíada Rio 2016. Não às 17h45 como anunciado, mas exibiu.

Só que a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), detentora da TV Brasil, criou enormes dificuldades para a TV Cultura transmitir a festividade. A emissora da Fundação Padre Anchieta até fez campanha nas redes sociais para sensibilizar o presidente do conglomerado, Ricardo Melo. O executivo não aceitou a proposta. Mesmo assim, o sinal foi cedido pela IBC – International Broadcast Center, Globosat e COI. Isso é uma vergonha para a democratização da informação. A TV Cultura conseguiu exibir parte do espetáculo. Durante o Jornal da Cultura, o apresentador Willian Corrêa ressaltou que a parceria entre os dois “canais públicos” não foi possível por motivos ideológicos. Pode isso, Arnaldo? O telespectador saiu perdendo.

A TV aberta decepcionou. A TV Globo, que poderia ter focado a importância da causa paralímpica, exibirá um compacto no fim da noite. Na faixa da meia-noite. A Record sucumbiu. Desapareceu. E queria ser o canal oficial olímpico.. A Band, até então o canal do esporte, também deu as costas.

Os portadores de alguma deficiência física deveriam ganhar muito mais espaço na mídia. O SBT com o Teleton joga luz na causa. E fica por aí. Os Jogos Paralímpicos pode ser uma virada. Porém, Globo, Record e Band, que transmitiram com pompa e circunstância os Jogos Olímpicos, menosprezaram a linda cerimônia  e deverão exibir apenas flashes da atual competição.  

Apesar da insensibilidade das grandes emissoras, os Jogos Paralímpicos começaram muito bem no Rio de Janeiro.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h57
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SBT acerta em "Hells Kitchen" com nova apresentadora

Olá, internautas

Neste sábado (03/09), o SBT estreou a quarta edição do “Hells Kitchen – Cozinha Sob Pressão”. O reality marcou a estreia da nova chef Danielle Dahoui. A emissora de Silvio Santos acertou na estratégia de tirar Carlos Bertolazzi do comando da atração.

O programa já enfrenta o processo de desgaste. Uma temporada é colada à outra. Sem muito respiro. Além disso, Bertolazzi angariou expressiva rejeição do telespectador ao berrar e dar chilique na cozinha. Uma coisa é ser firme e rígido. Outra bem diferente é ultrapassar o limite do bom senso. E em diferentes oportunidades, o chef enfrentou tal situação.

Neste primeiro episódio, Dahoui não gritou. Teve a condução da disputa em sua mão sem apelar para grandes malabarismos. Foi elegante. Já eliminou a búlgara Borianka que travou na competição, o gogo boy Marco (que foi lá para mostrar o braço sarado e as tatuagens...) e Ludmyla.

Outros participantes devem render na competição. Bantu deve trazer toda a culinária da África. Em realities semelhantes, sempre o tempero oriental ganhou destaque. A africana muito raramente conquista espaço. Boa sacada. Depois de mãe e filha (Bake Off Brasil 2), marido e mulher (MasterChef 1) e casal de noivos (Hells Kitchen 3), agora o programa comandado por Dahoui  tem no elenco duas irmãs gêmeas: Ana 1 e Ana 2.

O SBT empurrou em 15 minutos o início do Hells Kitchen, estratégia que já vinha sendo adotada no Bake Off Brasil. Isso permite uma maior fuga do confronto com a novela das nove da TV Globo. Estratégia também correta.

Agora é a concorrente Record que ficará na pressão.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h53
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Fato constrangedor compromete "Sol Nascente"

Olá, internautas

Nesta semana, a TV Globo estreou “Sol Nascente”. A nova novela das seis, assinada por Walther Negrão, Julio Fischer e Suzana Pires com direção artística de Leonardo Nogueira, ficou ao redor dos 24 pontos de média, velho patamar da faixa horária. E muito dificilmente registrará a alta audiência da antecessora “Êta Mundo Bom!”.

A nova aposta da emissora platinada não apresenta um roteiro que desperte a atenção do telespectador. É uma novela como tantas outras já exibidas pelo canal. O núcleo italiano está lá mais uma vez, agora liderado por Francisco Cuoco (Gaetano) e Aracy Balabanian (Geppina). Do outro lado, teoricamente há um núcleo japonês. A ideia seria interessante se a produção valorizasse, de fato, atores com ascendência oriental.  

Luis Melo travestido de japonês Kazuo Tanaka é um dos maiores constrangimentos da teledramaturgia brasileira dos últimos tempos. Não dá liga. Passa artificialidade e o público não se envolve. Isso lembra (escrevi lembra) o blackface quando um ator branco pinta o rosto de preto para interpretar um negro. Há ainda Giovanna Antonelli que forçosamente, por motivos óbvios, interpreta Alice, uma filha postiça do “japa”.

Como já dissemos, “Sol Nascente” não apresenta uma história que traga algum frescor. Por isso mesmo, a emissora escalou atores do primeiro escalão para alavancar a novela. Só que muitos deles saíram recentemente de outros trabalhos.

Leticia Spiller e Henri Castelli contracenaram juntos em “I Love Paraisópolis” que terminou há menos de um ano. Já a situação de Rafael Cardoso, que vive o antagonista Cesar, é pior. Liderou a inesquecível “Além do Tempo”, que chegou ao fim neste ano, com o protagonista Felipe na mesmíssima faixa das seis da tarde.

E Giovanna Antonelli? O mesmo acontece. Mal desencarnou de Atena de “A Regra do Jogo”. Até onde eu sei, Bruno Gagliasso, que interpreta o mocinho rebelde Mario, faria a próxima novela das nove de Gloria Perez que sucede A Lei do Amor. Bruno é o melhor ator de sua geração. Com certeza, o personagem da novela de Gloria Perez demandaria mais o talento de Bruno em comparação ao Mario. Por que não apostar em atores que lutam por mais espaço na teledramaturgia brasileira? Por que escalar os mesmos de sempre?

“Sol Nascente” já estreou com ar envelhecido, atores desgastados no vídeo e o constrangimento de Luis Melo como japonês.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 20h48
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"Programa do Porchat" estreia com enorme desafio na Record

Olá, internautas

Fabio Porchat finalmente estreou na Rede Record. O comediante agora entrou na seara de Jô Soares, Danilo Gentili e até Marcelo Adnet no fim da noite da TV brasileira. A estreia foi retumbante. Começou com Sasha Meneghel, personagem que ganhou fama logo em sua gestação. O anúncio do nascimento da então “princesa” movimentou o Domingão do Faustão e Jornal Nacional nos anos 90. Boa sacada.

Porchat começou em um tom correto. Envolveu o telespectador com boas tiradas. Liderou a audiência. No programa seguinte, entrou em uma cutucada boba com Sonia Abrão. A jornalista teve outra visão sobre o primeiro programa e teceu críticas ácidas. Daí, Porchat ressaltou que até Sonia Abrão tinha falado sobre ele na RedeTV!, mesmo que não tivesse morrido. Depois lamentou por não ter entrevistado Rafael Ilha. Neste dia, o apresentador comandou um bom bate-papo com o deputado e comediante Tiririca.

No dia seguinte, Sonia revidou as alfinetadas do novo contratado da Record. Pediu que atualizasse o repertório de piadas e lembrou que o ex-polegar já tinha sido entrevistado pelo concorrente Danilo Gentili que “furou” o colega.  

Nesta observação da apresentadora da RedeTV!, reside um dos maiores problemas para Porchat. O número de entrevistados interessantes é finito. Não há uma centena de personalidades que possa atiçar a curiosidade do telespectador. Além disso, deverá ocorrer uma repetição de entrevistados, além das mesmas perguntas e das mesmas respostas, nos talk shows da TV brasileira. Ocorrerá um rodízio de participações no Programa do Jô, Danilo Gentili, Fabio Porchat, além das atrações da TV paga, como o canal Multishow. O interessante “Agora É Tarde” com o jornalista Rafinha Bastos sucumbiu à competição dos similares.

Outro enorme desafio de Porchat será alavancar a audiência da Record na faixa da madrugada. Ele é beneficiado diretamente pelos bons índices de Gugu. Isso somente acontece na quarta-feira. Na segunda, herda índices pífios de Xuxa. Na terça, sucede o pior reality da TV brasileira, Batalha dos Cozinheiros, comandado por Buddy Valastro. Na quinta, enfrentará os significativos índices de A Praça é Nossa que chega a incomodar a TV Globo. A missão é ingrata. Porchat é extremamente carismático no vídeo. Ele terá que encontrar algum diferencial diante do cenário adverso.

Não será espanto algum se o “Programa do Porchat” ficar apenas na madrugada de quarta para quinta.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h00
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"Meu Coração É Teu" termina com expressiva repercussão

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (29/08), o SBT exibiu o último capítulo de “Meu Coração É Teu”. A novela bem sucedida chegou ao fim com 10 pontos de média, bom patamar para a emissora de Silvio Santos. A dublagem foi ótima e contribuiu para o êxito da trama.

Segue o nosso tradicional balanço com os pontos positivos e negativos.


PONTOS POSITIVOS

Silvia Navarro (Ana): Cancela, cancela, cancela!!!! A atriz segurou a novela do início ao fim. Foi, sem dúvida alguma, a estrela da produção. A babá e go-go girl não só conquistou o coração do Dr. “gelo” Fernando Lascurain (Jorge Salinas), do Diego e do Johnny, mas também do telespectador. A personagem transbordava carisma e simpatia.

Mayrin Villanueva (Isabela): bruxa e tarântula mais querida das telenovelas! O ápice da personagem ocorria no bate-papo direto com o telespectador. Fazia suas maldades, é claro, mas tinha uma simpatia peculiar. Ganhou seguidores. Rs... E o desfecho foi inusitadíssimo:  terminou obesa se empanturrando com sanduíche e refrigerante. E sozinha sem o Diego Nicolas por perto.


Paulina Goto (Fanny) e Juan Pablo Gil (León): os jovens formaram o casal mais querido da novela. O telespectador torcia pelo final feliz do casal. Os adaptadores enrolaram com o caso passageiro da moça com Lenin (Jaime de Lara). Nada a ver. E dá-lhe hashtag.

Isidora Vives (Alicia) e Omar Yubeili (Pablo): formaram o casal mais sem noção da novela. Engataram os aparelhos no beijo? Socorro! Através da Alicia, a novela explorou a obsessão da beleza perfeita. Boa abordagem.


José Pablo Alanís (Guille) e Manuel Alanís (Alex): os clones aprontaram todas na novela. As traquinagens dos gêmeos divertiram o telespectador.

Isabella Tena (Luz): fofa ao extremo!


Mauricio (“baixinho”):  outro fofo ao extremo!

Reencontro com a mãe Soledade (Norma Herrera): na realidade, foi o ápice da novela. O reencontro da filha Ana com a “mamãe Sol”. Foi bonito.

Sete: melhor ator canino dos últimos tempos!


PONTOS NEGATIVOS

Último terço da novela: os dois primeiros terços da novela foram ótimos. Trama ágil. Sempre acontecia algo na mansão dos Lascurain. Porém, no último terço, a novela andava em círculos. Na edição exibida no SBT, momentos flashblack invadiam a todo momento. Beijo de Ana e Fernando. Para lá e para cá. E o que falar do clipe da Fanny e do León com a música Llévame Despacio? Enjoou.  A novela nitidamente foi esticada.

Saída de Pablo Montero (Diego): o irmão do “Sr. Fernando” era importante na trama. Diego conquistou a simpatia do público. Daí, de repente, sai da novela de uma hora para outra. Foi para a Suíça. Depois, voltou apenas na reta final. Abriu um buraco no roteiro. De acordo com informações veiculadas pela imprensa, o ator enfrentou “turbulências” com os colegas do elenco e foi afastado. Uma pena.

Saída do Sr. Nicolas Lascurain (Rafael Inclán): com Diego, o pai da família Lascurain também saiu da novela. Foi para Suíça. Ficou estranho. Ele era apaixonado pela Jennifer (Fabíola Campomanes). De repente, resolveu acabar o casamento por ser idoso. Ela, apaixonada até então pelo Nicolas, resolveu engatar um romance com o seu “irmão” Johnny (Adrián Uribe). História paralela sem pé nem cabeça. Deve ter acontecido algo também com o ator.

Lisardo (Enrique Basurto): ator mais canastrão da novela. Socorro! Ainda bem que mataram o personagem.

Mudança de Yolanda (Carmen Salinas): a mudança do perfil prejudicou a personagem. A mãe da Isabela ficou uma “chata de galocha”.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h06
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Fasano e Carol acertam tom no "Bake Off Brasil 2"

Olá, internautas

Neste sábado (27/08), chegou ao fim a segunda temporada do “Bake Off Brasil”. O reality alavancou a audiência do SBT. Ficou ao redor dos 9 pontos de média, patamar superior ao antecessor “BBQ – Churrasco na Brasa” que não empolgou o telespectador. Missão cumprida.

Camila Poli sagrou-se a grande vencedora da competição. Resultado justíssimo. A confeiteira demonstrou competência desde o início do programa. Enfrentou um desastre com a queda da torre de sanduíche no chão, fato que a jogou diretamente para a repescagem. Apesar disso, logo no programa seguinte, deu a volta pior cima e ressurgiu da hecatombe.  


Noemy Caangi era a candidata mais próxima da vitoriosa. Cresceu durante a disputa, mas não foi o suficiente. Já Marcos Souza, que poderia ter duelado com Camila, era um dos favoritos no início do talent show. Porém, perdeu muito fôlego durante a disputa. Ficou em terceiro lugar.

A cantora lírica Paula Jabur foi a mais irritante da atração. A filha de Juliana Jabur, outra concorrente do “Bake Off Brasil 2”, passou a impressão que queria mostrar o seu “talento vocal” no reality gastronômico. Poderia ter efetuado a sua inscrição no Programa Raul Gil, The Voice Brasil, X Factor, Ídolos....

Helga Litz e Lucas Fischer foram os mais queridos da competição. O telespectador lamentou a saída da administradora. Já o rapaz imitava a voz da sexagenária e arrancou risada do público. A jornalista Gabriela Freire poderia ter permanecido por mais tempo na disputa. Saiu antes de Lucas, Paula e Juliana.


Os jurados Fabrizio Fasano Junior e Carol Fiorentino acertaram o tom durante o reality. Carol, que na estreia da segunda temporada surpreendeu ao ficar tons muito acima, voltou à normalidade logo no segundo episódio. Já Fabrizio ainda aposta no personagem rabugento, mas soube dosar as críticas principalmente do meio para o final.

Ticiana Villas Boas estava ao vivo na noite deste sábado no Facebook. A apresentadora revelou que a terceira temporada do Bake Off Brasil será exibida logo no início do ano que vem. O telespectador aguarda o retorno do reality mais doce da TV brasileira.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h51
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Sobre o autor
Fabio Maksymczuk de A. Brito é jornalista formado pela Universidade Mackenzie e Relações Públicas pela USP. Desde 2004, Fabio escreve sobre a TV brasileira no FABIOTV que atualmente integra o Blogs Legais do UOL. O jornalista é membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) e colunista do Portal Imprensa.

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