Balanço final: "Os Dias Eram Assim" termina com missão cumprida

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (18/09), a TV Globo exibiu o último capítulo de “Os Dias Assim”. A emissora chamou a produção de supersérie, mas, na realidade, classifico como novela das onze escrita por Ângela Chaves e Alessandra Poggi com direção geral de Carlos Araújo.

“Os Dias Eram Assim” cumpriu a sua missão ao cutucar as cicatrizes de um período histórico que ainda permanecem vivas no tecido social brasileiro. A votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff e a votação da denúncia que recai em Michel Temer na Câmara dos Deputados expôs tal fato.

Por isso mesmo, foi interessante que no último capítulo, em poucos minutos, a novela saiu de 1984 para os dias atuais. Como diz o poeta Cazuza, “eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades”.

A seguir, segue o nosso tradicional balanço com os pontos positivos e negativos.


PONTOS POSITIVOS

Maria Casadevall – a atriz sobressaiu na produção ao interpretar a médica Rimena. Em grande parte da história, a atriz transformou-se na verdadeira mocinha. O público ficou ao lado da personagem, após a o imbróglio que envolveu Renato e Alice. Linda e talentosa.

Gabriel Leone – o ator é um dos destaques da geração de 20 e poucos anos da TV Globo. Ele emenda uma novela à outra sempre com brilhantismo e dedicação. Transforma os seus personagens em trabalhos únicos. Foi assim em “Verdades Secretas”, “Velho Chico” e “Os Dias Eram Assim”. Gustavo Reis ganhou a simpatia do telespectador. Passou mais força em comparação ao irmão Renato.


Marco Ricca – o mesmo acontece com o já experiente ator Marco Ricca. Em nada lembrou Mão de Luva, o trabalho anterior de “Liberdade, Liberdade”. Incorporou o delegado Amaral com veracidade. Ele abarcou características de personagens reais na composição do “torturador” com superação.

Julia Dalavia – mesmo com alguns trabalhos já desenvolvidos na TV Globo, a atriz foi a grande revelação de “Os Dias Eram Assim”. Incorporou a história paralela mais importante da produção. Ela se entregou ao drama vivido por Nanda. Aliás, a AIDS deveria ganhar mais atenção na teledramaturgia. Como a própria novela ressaltou: “AIDS ainda não acabou”.

Sophie Charlotte – a atriz demonstrou amadurecimento ao protagonizar “Os Dias Eram Assim”. Isso ficou visível na passagem do tempo que marcou Alice. De uma jovem para mãe de família. Através do olhar, Sophie envelheceu a personagem.


Antonio Calloni – ótimo trabalho do ator que representou a influência do empresariado no Regime Cívico-Militar do Brasil entre 1964-1985. Viveu com intensidade a ideologia de Arnaldo Sampaio.

Natália do Vale – há muitos anos, a atriz não brilhava em uma novela. Conquistou a atenção do público ao viver a “dona de casa” Kiki.  

Trilha sonora – ótima trilha sonora que embalou “Os Dias Eram Assim”. Quando surge Marina, os telespectadores são tragados imediatamente aos anos 80. Deus lhe pague, TV Globo, ao brindar os ouvidos do público com Elis Regina.

PONTOS NEGATIVOS

Renato Góes – o ator encarou o personagem mais problemático da história. As autoras tiveram até dificuldade em desatar o nó com a ressureição de Renato para Alice. Naquele momento, grande parte do público ficou ao lado de Rimena. Além disso, a própria postura do ator enfraqueceu demais o personagem. Em diversos momentos, o ator balbuciava as falas do médico. Já em outros, sequer dava para ouvi-lo. Falava para dentro. O resultado ficou aquém no vídeo. Por outro lado, o ator ganhava enorme força ao contracenar com Maria Casavedall. Os olhos do ator até brilhavam. Falava para fora. Sem medo. Essa postura poderia ter sido adotada durante toda a novela. Outro adendo: ele deveria se preocupar menos em controlar o sotaque pernambucano. Daniel de Oliveira (Vitor), por exemplo, traz a “mineirice” e nem por isso cria ruído no vídeo.  

Excesso de capítulos – a terceira fase de “Os Dias Eram Assim” poderia ter sido encurtada em oito capítulos, no mínimo. Ficou longa demais. Alice foi sequestrada por Vitor.  Alice foi sequestrada por Vitor (2). Alice foi sequestrada por Vitor (3). Sobrou rebarba.   

Homossexualidade – a temática ficou camuflada em “Os Dias Eram Assim”. História mal desenvolvida e desnecessária no conjunto da obra. Leon (Mauricio Destri) e Rudá (Konstantinos Sarris) sobraram no enredo.

Nando Rodrigues – o ator foi tratado como figurante de luxo durante toda a novela. Que desperdício! No último capítulo, Madame Kiki sequer chegou ao final feliz com Hugo. Nando merece mais respeito.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 20h48
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Marcelo Rezende, descanse em paz

Olá, internautas

Neste sábado (16/09), logo pela manhã, já pipocavam boatos, nas redes sociais, sobre a morte de Marcelo Rezende. Cheguei em casa por volta das 19 horas e deparei-me com o comunicado oficial lido por Reinaldo Gottino na Record TV.

O jornalista anunciava a morte do apresentador do “Cidade Alerta”. Em seguida, Adriana Araújo, visualmente emocionada e consternada com a notícia, deu prosseguimento à cobertura da emissora no “Jornal da Record”.

Já neste domingo (17/09), Gottino lá estava, mais uma vez, na tela da Record TV. Assumiu o comando do “Domingo Show” que, ao vivo, acompanhou o velório de Rezende. Geraldo Luis, Luiz Bacci, Fabiola Gadelha, Rodrigo Faro, entre tantos outros, concederam entrevistas diretamente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, local que abrigou a cerimônia fúnebre e recebeu milhares de fãs do jornalista. Infelizmente, as câmeras captaram um triste momento. Um desses fãs resolveu tirar foto do caixão onde estava Rezende. Totalmente sem noção.

Gottino comandou uma cobertura sóbria. Sem sensacionalismo. E o mesmo respeito ao profissional da casa continuou no “Domingo Espetacular” que relembrou as reportagens já produzidas sobre a dura história de vida do comunicador.

Rezende alcançou enorme repercussão há exatos 20 anos com a matéria sobre o caso da Favela Naval exibida no “Jornal Nacional”. Um impacto que remexeu a sociedade brasileira. Foi o auge de sua carreira profissional. Na Band, o apresentador também viveu outro ótimo momento ao comandar o “Tribunal na TV”.

De 2012 para cá, Marcelo Rezende chamou a atenção ao apostar em um ar mais descontraído no “Cidade Alerta” pela Record TV. Ele chegou a comandar edições com quatro horas diárias. Criou situações para esticar o noticiário e agradou o telespectador com os “repórteres personagens”, como o Menino de Ouro, Rabo de Arraia e Capitão Nascimento. Fortaleceu a equipe e trouxe os diferentes sotaques de todo o Brasil. Além disso, transformou Percival de Souza em sua escada. Os bordões estouraram na tela. “Corta pra mim!” e “Bota exclusivo, minha filha, dá trabalho pra fazer” caíram no gosto popular.

Agora, a Record enfrenta o dilema da sucessão definitiva na apresentação do “Cidade Alerta”. Bacci seria o sucessor. Porém, a imagem do apresentador continua queimada, após o seu retorno da Band, e não tem a mesma experiência do rival José Luiz Datena. Além disso, Gottino demonstrou, nesta semana, mais competência para liderar o noticiário. E como ficaria o Balanço Geral?

Meus pêsames aos familiares, amigos e fãs de Marcelo Rezende. Descanse em paz. A Record perdeu um dos seus principais profissionais. 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h49
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Ano desastroso da Record respinga em "A Fazenda 9"

Olá, internautas

Nesta terça-feira (12/09), a Record TV estreou a nova edição de “A Fazenda”. O reality reergueu os índices de audiência da faixa horária arrasada por “A Casa”. Nestes dois primeiros programas, a atração registrou 10 pontos de média.

Porém, o que se viu no vídeo foi um festival absurdo de erros técnicos que empobreceu o retorno do reality. A emissora resolveu investir em uma nova sede localizada em Itapecerica da Serra. Mais uma tentativa de reduzir custos, o que já acontece na teledramaturgia. O velho e batido lema “o barato sai caro” cai como uma luva neste momento.

Em mais de 28 edições de BBB, A Fazenda e Casa dos Artistas, jamais reparei no microfone acoplado nos confinados. Inexplicavelmente, agora, isso estoura no vídeo. Uma argola de gosto duvidoso, que fica pendurado nos corpos dos jogadores, capta o áudio. No primeiro capítulo, a geringonça já travou. Um fuzuê.

Para piorar, Roberto Justus “involuiu” na apresentação. O empresário combina em nada com o mundo rural. E ele lá permanece. Totalmente perdido, o grisalho desconhecia o nome de alguns ex-BBBs. O apresentador deveria, no mínimo, ter estudado os perfis dos competidores. Surgiu completamente robótico. Muito mal.

E o que falar do retorno de ex-peões e ex-realities das emissoras coirmãs? Muitos foram escorraçados pelo telespectador. Possuem rejeição junto ao público. Não agregam boas lembranças, mas a Record apostou em um elenco totalmente de “repetentes”.  Matheus, do “BBB16”, é um rapaz simpático, mas já cumpriu sua missão no programa da TV Globo. Monique Amin, mais conhecida pelo falso estupro no “BBB12”, jamais deveria ter retornado.

E o que falar da insignificante Monick Camargo? O telespectador já rejeitou A Casa e a Record insiste com a egressa desse reality. Flavia Vianna também é uma moça simpática, mas já cumpriu sua missão no “BBB7”. Yuri deve apostar na formação de um casal e não será surpresa alguma se protagonizar cenas de sexo.

Dr. Marcos Harter é uma figura polêmica. É o único ex-BBB que vale a aposta pelo burburinho que, aliás, já provoca. Aritana do MasterChef? Teria sido melhor a convocação de Mohamad, da primeira edição da competição da Band.

Já entre os ex-fazendeiros, a lista também é discutível. Nicole Bahls é um ótimo nome. Vale a aposta e surge como a franca favorita desse elenco. Adriana Bombom, Rita Cadillac e Dinei dificilmente acrescentaram algo de novo na competição. Ana Paula Minerato merece uma segunda oportunidade diante do que aconteceu na última edição de A Fazenda. Será que a BDO continua?

Marcelo Ié Ié merece a oportunidade. Boa escalação. Nahim é outro bom nome. Já causou na versão celebridade de “O Aprendiz” e deve repetir a performance. Conrado já dá pistas que aprendeu absolutamente nada após sua péssima passagem no “Power Couple Brasil”. Fabio Arruda surge envelhecido no vídeo. Sem grandes pretensões.

Antes da confirmação desta lista, surgiu outra muito mais interessante. A relação contemplava Ana Paula Renault, Beth Szafir, Rafael Ilha, Gominho, Nubia Oliver (a eterna vilã da Casa dos Artistas. Nome completamente desperdiçado), Denise Rocha, Biel, Sérgio Hondjakoff, Silvetty Montilla, Jonathan Costa e Claudio Heinrich. Esse elenco era formidável! E Theo Becker? Teria sido uma oportunidade de mostrar que era, de fato, um personagem em “A Fazenda 1”. Não creio nisso, mas teria sido interessante o retorno do ator. Andressa Urach, idem.

Agora é acompanhar “A Fazenda – Nova Chance” na versão chácara. O ano realmente é desastroso para Record.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h43
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Novela infeliz marca "O Que a Vida Me Roubou"

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (11/09), o SBT exibiu o último capítulo de “O Que a Vida Me Roubou”. A novela tinha Angelique Boyer como a grande vedete para chamar a atenção do telespectador. Porém, a trama degringolou do meio para o final. Como ocorreu na recente “A Gata” (de triste memória), o enredo perdeu o rumo.

José Luis Alvares, interpretado por Luis Guzmán, é um dos personagens mais injustiçados em toda a história das telenovelas mexicanas exibidas no Brasil. O então “cabo” sofreu do primeiro ao último capítulo. Teve sua mulher roubada por Alessandro Almonte (Sebastián Rulli) que comprou Montserrat (Angelique Boyer) com cumplicidade de Graziela (Daniela Castro), mãe da jovem.

Mesmo sendo tratada como objeto, a loira, de uma hora para outra, deixou de amar José Luis para cair nos braços do seu “dono” Alessandro. A partir desse momento, “O Que a Vida Me Roubou” roubou a paciência do telespectador. Aliás, logo nos primeiros capítulos, o militar foi acusado de ter matado um agiota, foi preso, fugiu e ainda perdeu a sua mulher.

E no restante da obra, José Luis sofreu demasiadamente. E tudo era culpa dele. E, por fim, ainda mataram o “herói”, como foi assim designado nos últimos momentos da novela. De repente, ele descobriu que o seu verdadeiro amor não era Montserrat, mas Angélica (Ilithya Manzanilla). Do nada. Texto pouco convincente.

“Fininha” (Verónica Jaspeado) e “Adolfinho” (Ferdinando Valencia) formavam um dos casais mais queridos da trama. E o que fizeram? Transformaram Adolfo no Escorpíão. Ele tornou-se ajudante sanguinário do temível Pedro Medina (Sergio Sendel).  Aliás, vilão de marca maior. E sem testículos... Por fim, também mataram Adolfinho e diversos outros personagens. Até a doce Nádia (Alejandra Garcia) ficou cega. Erraram a mão.

“O Que a Vida Me Roubou” tocou em um ponto nevrálgico da realidade mexicana. A influência do narcotráfico no financiamento eleitoral. No Brasil, as empreiteiras se veem envolvidas em casos de corrupção. No México, o tráfico irriga as campanhas. Pedro Medina personificava a figura do “político da família”. Era bem casado e desfrutava de um bom renome junto ao eleitorado. Uma imagem perfeita para as suas pretensões. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Esse foi o ponto positivo do enredo.

“O Que a Vida Me Roubou” foi uma novela infeliz. A mais fraca liderada por Angelique Boyer exibida no Brasil.  Como dizia Félix, José Luis deve ter salgado a Santa Ceia...

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h05
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Bastidor tenso do Bozo ganha luz com "Bingo - O Rei das Manhãs"

Olá, internautas

Na última semana, fui ao Shopping Pátio Higienópolis e assisti “Bingo – O Rei das Manhãs”. Sala lotada. O filme, dirigido por Daniel Rezende, traz os bastidores do megassucesso Bozo pelo SBT nos idos anos 80. Mais uma vez, a década ganha revival. O período é muito mais valorizado nos dias de hoje em comparação com o ambiente vivido lá no passado que já foi o meu presente. Muitos indagavam (com ares de preocupação) sobre o que o futuro (hoje presente) falaria sobre os anos 80. Resposta: Virou cult.

Vladimir Brichta ganha um marco em sua carreira artística. O ator interpreta Augusto Mendes, ou melhor, Arlindo Barreto que deu vida ao querido Bozo, um dos maiores sucessos da história da TV brasileira. Uma das minhas primeiras lembranças recai justamente no programa infantil da emissora de Silvio Santos. Eu lembro da estreia do Chaves dentro do Bozo. Isso em 1984! E Arlindo Barreto anunciou tal novidade a nós, telespectadores mirins. Eu adorei logo de cara.

Portanto, tenho uma relação afetiva com o Bozo, em especial da época do Arlindo Barreto. Já em 1986, eu fiquei profundamente irritado com a troca do ator que interpretava o palhaço. E a resposta do motivo para tal mudança drástica pode ser vista no filme que está em cartaz nos cinemas. O Bozo do Arlindo Barreto era divertido e carismático. Já o do Luis Ricardo, por exemplo, era um chatonildo forçado sem graça alguma. Memória de uma criança de sete anos. Rs...

Eu acompanhei as dificuldades atuais do Arlindo em reportagens exibidas, principalmente, na Record TV. Porém, desconhecia alguns fatos do artista. Não sabia que a mãe dele, Marcia de Windsor, já era famosa na TV.  E muito menos que antes da fase do SBT, ele era ator de pornochanchadas e tentou alcançar sucesso nas novelas da TV Globo.

Aliás, esse é um dos melhores momentos do filme. “Bingo – O Rei das Manhãs” troca os nomes. No longa-metragem, os diretores da tal “Rede Mundial” gabam-se que ali é a única emissora de televisão “verdadeira” do Brasil. Infelizmente, esse pensamento ainda permanece na mente de, até mesmo, jornalistas especializados em TV. Já a TVP é a concorrente que dá a chance de Barreto brilhar e conquistar a liderança frente a uma “loira” bonitona da Rede Mundial.  Essa tal loira também tinha a minha total rejeição na época....

“Bingo – O Rei das Manhãs” traz os bastidores daquele fenômeno de audiência. Uma diretora evangélica (chamávamos de crente naquele período), interpretada magistralmente por Leandra Leal, convivia com um apresentador viciado em cocaína,  sexo e álcool.  Nós, crianças, sequer imaginávamos o que, de fato, acontecia por trás das câmeras. Nem os pais. A informação não circulava como nos dias de hoje.  Na realidade, diversos profissionais, que alcançaram o sucesso de uma hora para outra nos anos 80, não suportaram tal pressão. E extravasaram  pelo tortuoso caminho. O diretor soube conduzir os momentos finais com a redenção do ator. Sem criar um ar de planfetaria religiosa de uma corrente evangélica.

"Bingo – O Rei das Manhãs" é um retrato de Arlindo Barreto e, sobretudo, de um dos maiores marcos da televisão brasileira (como apresentado no filme, um produto importado com a ginga tupiniquim). Recomendo! Assistam.

Fabio Maksymczuk




Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h56
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TV Globo acerta com especial "Chacrinha, o Eterno Guerreiro"

Olá, internautas

Nesta quarta-feira (06/09), a TV Globo celebrou o centenário do nascimento de Abelardo Barbosa com o especial “Chacrinha, o Eterno Guerreiro”. A produção herdou os bons índices da novela “A Força do Querer”. Ficou com 28,5 pontos de média. Bom patamar no IBOPE que derrubou Ratinho e Gugu.

A atração mesclou nomes emblemáticos do “Cassino do Chacrinha”, como Roberto Carlos, Fabio Junior, Sidney Magal, Luiz Caldas e Ney Matogrosso, com nomes da atualidade, dentre os quais se destacam Ivete Sangalo, Luan Santana, Anitta, entre outros. Passado e presente sob comando de Stepan Nercessian que brilhou no musical pelos teatros do Brasil afora.

A TV Globo, em parceria com o VIVA, acertou na composição do especial. Cantores e cantoras de destaque e com ampla popularidade. A reconstrução do cenário realmente relembrou o original. A sensação dos anos 80 voltou na noite de quarta-feira. Nesse momento, percebemos como a televisão regrediu em muitos aspectos, mesmo com o avanço tecnológico. Atualmente, Luciano Huck comanda as tardes dos sábados da emissora...

O especial tragou o telespectador em um túnel do tempo. Lembro do Chacrinha. Na época, vivia a minha tenra infância. Achava o apresentador um “velhinho chato”. Para mim, ele tinha mais de 80 anos! Para mim, Silvio Santos com 86 anos é mais jovem que o “Velho Guerreiro”. Rs... E aquelas músicas que entoavam no programa da TV Globo? Pra que cortar a cabeleira do Zezé? Hoje são consideradas homofóbicas e são vetadas em algumas festividades. E ele falava do presidente João Figueiredo. Uma espécie de exaltação. Pelo menos foi assim que ficou registrado na minha memória.

No meu bairro aqui na cidade de São Paulo, pelo menos, tudo era fechado às 14 horas aos sábados nos idos anos 80. Supermercado. Lojas. T-u-d-o. Quando saía de casa com meus pais, ouvia o Chacrinha em todas as TVs pelas ruas que ficavam desertas. Realmente, era um fenômeno de audiência. As pessoas faziam as tarefas domésticas antes do início do programa para acompanhá-lo.

“Chacrinha, o Eterno Guerreiro” resgatou a memória afetiva do telespectador. Missão cumprida.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 20h57
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Morre Rogéria: Adeus, Divina Diva

Olá, internautas

Nesta semana, a atriz e maquiadora Rogéria morreu aos 74 anos, vítima de choque séptico. A “travesti da família brasileira” era figura presente nos mais variados programas da TV brasileira. Por ironia do destino, a loira agora aparece na reprise de “Tieta” no VIVA.

Rogéria era uma bandeira no combate à discriminação. Ela adentrava os lares brasileiros com respeito. Até mesmo as pessoas mais conservadoras respeitavam a artista. A última entrevista que assisti foi no “Sensacional” em julho. Nesta ocasião, até Fernanda Montenegro ressaltou a importância da atriz.

“Rogéria, querida, nós temos uma longa amizade, uma longa convivência. Trocamos muitas confidências, vi você desabrochar com uma coragem que fez de você esse ícone como artista, como ser humano deste país. Hoje em dia você é uma representante cultural do ser humano que vai, batalha e realiza. O que posso te dizer, meu querido, continue, nem precisa apurar mais nada, porque você já é um suprassumo da realização humana com coragem, com respeito humano, com inteligência, com profunda humanidade. Um beijo grande e espero encontrar você a qualquer hora, você sempre muito carinhosa comigo e eu sempre muito deslumbrada com sua trajetória de vida e com a pessoa que você é”, enfatizou Fernanda.

Nesta década, Rogéria sobressaiu em duas novelas da TV Globo: “Lado a Lado”, no papel de Alzira Celeste, e em “Babilônia”, como Úrsula Andressa. Sempre participava das atrações da RedeTV!, como SuperPop, Luciana By Night, Sensacional e Mariana Godoy Entrevista. Neste programa, em especial, Rogéria revelou que tinha um perfil no Facebook e faria um show na cidade de São Paulo. Sua despedida da capital paulista. Fiz questão de adicioná-la na minha rede de contatos da rede social.

Rogéria já deixa saudade. Descanse em paz, divina diva (ela teve tempo de acompanhar a boa repercussão do documentário de Leandra Leal que não consegui ainda assistir).

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 20h43
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TV Gazeta investe na programação com "Sempre Bela"

Olá, internautas

Neste domingo (03/09), a TV Gazeta estreou "Sempre Bela". A nova atração é comandada pela "Ana Furtado" da emissora, Marisy Idalino, e pelo cabeleireiro Sylvio Rezende que participa semanalmente do "Mulheres". A nova aposta do canal da Fundação Cásper Líbero tem a missão de alavancar o "Festa Sertaneja", do padre Alessandro Campos. 

Desse modo, a TV Gazeta investe na programação. E isso é muito bom. Aos domingos, de uns tempos para cá, a emissora exibia reprises dos programas que ocupam a grade de segunda a sexta. Ao contrário do show do religioso, "Sempre Bela" apresenta uma maior variedade dos quadros. O público até pode tirar suas dúvidas, através do Whatsapp. A dupla de apresentadores recebeu a visita de Kaká Moraes, um maquiador das celebridades que passou boas dicas.

Há também o tradicional quadro da transformação que já passa por diferentes atrações da TV brasileira. Além de abordar pautas sobre estética, como as interessantes pinceladas chinesas nas unhas, Marisy entrevistou a analista do Sebrae, Simone Vagati, que passaria orientações de como abrir e manter o próprio negócio. 

Porém, o bate-papo, que poderia ter sido o ponto alto desta estreia, ficou vaga. A entrevistada falou genericamente sobre dicas de capacitação ao empresariado. Basicamente, orientou os interessados a entrar em contato com o Sebrae. Faltaram ações concretas no arrazoado que poderiam esclarecer pontos obscuros do público. 

"Sempre Bela" é uma opção na guerra dominical que atualmente aposta no chororô e dramas familiares. O novo programa poderia abarcar o universo masculino e não focar apenas na beleza feminina. 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h10
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Porchat celebra 1 ano na Record com superação

Olá, internautas

Fabio Porchat comemora um ano de Record. O apresentador superou o desafio de comandar o talk show diário. No decorrer desse período, centenas de entrevistados passaram pelo sofá. E o comediante não perdeu o pique. 

Porchat conquistou uma identidade própria. Possui um estilo bem diferente de Danilo Gentili, do SBT, e Pedro Bial, da Globo. Além das entrevistas, o programa contempla outros quadros bem divertidos, como o "Tela à Vista". Outros humoristas dão o molho especial ao talk show. Arrancam boas risadas do telespectador. Há ainda a visita do apresentdor aos lares dos telespectadores. Em diferentes cidades. Sempre de madrugada. Isso demonstra o vigor e a vontade do comunicador. 

Com uma ironia finíssima, Porchat dá suas cutucadas no turbulento momento político. E é exatamente nesse ponto que Porchat supera Gentili. Passa uma maior consciência sobre o que de fato acontece em nosso País. E apresenta uma visível liberdade editorial em uma emissora com o departamento jornalístico mais pró-Reformas e pró-Temer. Porchat não se intimida. Jamais devemos esquecer que o atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, já foi executivo de proeminência da Record. 

Nesse período, Porchat superou o desafio de entrevistar diferentes convidados. Torna a entrevista interessante. O ápice da atração ocorreu na exibição ao vivo após as grandes finais do "Power Couple Brasil" e também do "Dancing Brasil". 

A Record enfrenta sérios problemas na composição da grade horária, o que não beneficia o bom efeito cascata nos índices de audiência do talk show. Porém, é uma agradável opção no fim da noite da TV brasileira. 

Parabéns, Porchat! 

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h37
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Libertação de Ivana entra para história da teledramaturgia brasileira

Olá, internautas

Nesta semana, o tão aguardado capítulo de “A Força do Querer” ganhou destaque na TV Globo. Ivana resolveu reverberar, aos familiares, todo o seu drama. “Nunca fui menina. Sou um trans! Não vai ser fácil pra eu dizer, nem vai ser fácil pra vocês ouvirem! Vocês não tiveram a filha que queriam ter, eu nasci menino”, disparou a personagem vivida por Carol Duarte.

A questão do transgênero não tinha ganhado espaço na teledramaturgia de forma tão contundente até então. Grande parte dos telespectadores desconhece tal assunto. Na realidade, Thammy Miranda abriu a discussão na mídia. E a novela de Gloria Perez veio para trazer luz ao tema.

A autora sempre conquistou ótimo resultado ao abordar a sexualidade. Isso já aconteceu em “Explode Coração” com a travesti Sarita, interpretado por Floriano Peixoto. Também de uma forma delicada e, ao mesmo tempo, contundente. Na década passada, Gloria brilhou, mais uma vez, ao falar sobre a homossexualidade através do Junior, interpretado magistralmente por Bruno Gagliasso em “América”, um dos principais personagens da carreira do ator.

E chegou a vez de Carol Duarte viver o ápice da história de Ivana que agora será Ivan. O corte do vasto cabelo da atriz foi picotado literalmente. A cena entrou para a história da teledramaturgia brasileira. Capítulo forte e tenso. Maria Fernanda Cândido cumpre a sua missão ao fazer o contraponto com a questão da feminilidade. Dan Stulbach também sobressai nestes recentes capítulos ao trazer o olhar angustiado do pai, Eugênio.

Agora, a história de Ivan ganhará um novo sobressalto. A gravidez trará novas discussões e reflexão aos telespectadores. A diferença entre sexo, identidade de gênero e orientação sexual que no senso comum é a mesma coisa, na realidade, não é, como analisará “A Força do Querer”, daqui pra frente.  

Parabéns, Gloria Perez e Carol Duarte. Mais um “tijolo” inserido pela teledramaturgia para o combate ao preconceito.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h51
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Nova estrela mexicana retorna ao SBT em "Um Caminho para o Destino"

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (28/08), “Um Caminho para o Destino” estreou no SBT. A nova novela mexicana sucederá “O Que a Vida Me Roubou” que, nesta reta final, ainda permanece no ar. Desse modo, Paulina Goto, que alcançou sucesso na emissora de Silvio Santos no papel de Fanny, em “Meu Coração É Teu”, retorna ao vídeo.

A jovem atriz interpreta Luisa Fernanda, a mocinha da história, que logo se apaixona pelo médico Carlos, vivido pelo galã Horacio Pancheri. O ator estreia em novelas exibidas aqui no Brasil. Paulina transmitiu simpatia e carisma na novela anterior e já irradia a mesma sensação logo nestes primeiros capítulos. O público já torce pelo final feliz da personagem.

A estreia mostrou todo o sofrimento de Amélia, mãe de Luisa, interpretada por Lisette Morales. Há muitos anos, a atriz não aparecia no SBT. Para quem não se lembra, ela viveu a Irmã Cecília na original “Carinha de Anjo”.

Parte do elenco já é conhecido pelos brasileiros. Pedro Peres que vive Jorge, o pai adotivo de Luisa, integrava o elenco de Meu Coração É Teu. Manuel Landeta ressurge completamente careca na pele de Hernani. Ele interpretou Rubens em “Teresa”.

Há ainda René Strickler, que protagonizou diversas outras novelas de boa repercussão no Brasil, como “O Privilégio de Amar”. Agora, interpreta Luis Monteiro, o pai que renegou Luisa. Infelizmente, o dublador do ator foi trocado e ele surge com uma voz tenebrosa.  Eugenia Canduro se deu bem em “Um Caminho para o Destino”. Da singela empregada Dolores, de “Abismo de Paixão”, a banqueira Marisa Gomes-Ruiz.

A nova trama traz dois jovens atores nos papéis centrais. É uma novela com ar juvenil. Há um internato de freiras, como “Carinha de Anjo”. Há religiosas por lá também. O interessante é que a mocinha toca violino. Uma boa ideia. Raramente, o instrumento musical é percebido em telenovelas, seja mexicana ou brasileira.

Neste segundo capítulo, com a passagem do tempo, a história ganhou fôlego. Esperamos que mantenha o bom desenvolvimento da história, fato que não ocorreu nas recentes “A Gata” e “O Que a Vida Me Roubou” que ocuparam a mesma faixa horária.

“Um Caminho para o Destino” começou com uma boa perspectiva. Os telespectadores das novelas mexicanas agradecem.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h13
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Jogo das Fichas reforça saudade do Lombardi

Olá, internautas

O SBT estreou, na última semana, o “Jogo das Fichas” sem grande divulgação. A nova atração de Silvio Santos sucede o “Roda a Roda” que agora ganha exibição de segunda a sexta com Rebeca Abravanel. O programa, que entra na guerra dominical, adota o velho esquema dos games do patrão.

O participante roda seis piões com valores diversos. Ao som da tradicional trilha do “Pião da Casa Própria”. Depois, o animador soma os resultados e obtém um resultado final. 550 mil reais, no total, por exemplo. Os três primeiros algarismos vão para um painel com outros valores. O participante sobe uma escada e, lá do topo, joga fichas em uma caneleta. Ele deve responder corretamente as perguntas elaboradas por Silvio Santos. Nada difíceis. Aliás, a dificuldade é zero.

Neste domingo (27/08), o apresentador indagou sobre um determinado país e questionou se era Síria ou Tatuapé. Mesmo nível do quadro “Bolsa Família”. A ficha percorre o sinuoso caminho até chegar aos algarismos. Se a ficha cair no 5,5 e 0, por exemplo, o participante fatura 550 mil reais. Caso contrário, leva o que obter com o destino das fichas.

Durante o programa, Silvio Santos chama os “filmes” que lembram os exibidos no Isto é Incrível, do Show de Calouros, dos anos 80, ou então do “Tentação”, dos anos 90. E é exatamente aí que se reforça o saudosismo no telespectador. O público sente a falta da locução do Lombardi que sempre acompanhou Silvio Santos nesta empreitada.

Agora, uma voz com tom mais jovem narra os acontecimentos. É o mesmo locutor das chamadas da Reforma da Previdência que povoaram os intervalos comerciais da emissora. Saudades eternas do Lombardi.

“Jogo das Fichas” traz nada de novo, mas entretém o telespectador que aguarda o início do “Programa Silvio Santos”.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h51
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"A Fórmula" cria expectativa para segunda temporada

Olá, internautas

Nesta quinta-feira (24/08), “A Fórmula” chegou ao fim na TV Globo. A boa produção da emissora platinada girou ao redor dos 15 pontos de média, mesmo patamar de “Vade Retro” que ocupava a faixa horária.

A série conquistou um bom resultado ao trazer reflexões sobre o tempo e o amor, dois bens mais preciosos da humanidade que, infelizmente, muitos não dão o devido valor. O tempo passa. E cada vez mais rápido.

“A Fórmula” trouxe indagações ao telespectador. Fatos de 30 anos atrás, que marcaram Angélica e Ricardo nos anos 80, ainda continuam vivos na vida das personagens no novo milênio. Passado mal resolvido impacta o presente.

Luisa Arraes arrasou no papel de Afrodite. A atriz trouxe a juventude mesclada com a experiência de Angélica. E conquistou uma ótima parceria com Drica Moraes. Klebber Toledo também obteve um bom desempenho ao interpretar o jovem Ricardo. E o tempo realmente passou para Fabio Assunção....

Duas participações especiais também deram o brilho em “A Fórmula”. Claudia Raia roubou a cena ao interpretar Samira, rival de Angélica nos anos 80. Já Ana Rosa emocionou ao viver Dona Neide, mãe da protagonista, que enfrenta o Mal de Alzheimer.

A última cena da temporada criou um gancho para uma possível segunda temporada que, de acordo alguns jornalistas especializados, não deve ocorrer. Esperamos que tal informação seja incorreta. O telespectador, que acompanhou a série, reclama pela continuidade da saga. Ricardo anunciou ou não a maior invenção do século?

“A Fórmula” cumpriu sua missão.

PS: Continuamos com o problema nos comentários. Uma pena.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h46
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"Vilões" avançam em quarta temporada do "MasterChef"

Olá, internautas

Nesta terça-feira (22/08), a quarta edição do "MasterChef" versão amadores chegou ao fim. Michele Crispim sagrou-se a grande vencedora do talent show. Desta vez, para não criar polêmica, Ana Paula Padrão não revelou as notas de Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça. O anúncio da grande vencedora ocorreu através de uma chamada no smartphone.

A temporada ficou marcada pelo avanço dos chamados "vilôes" na competição. A edição do MasterChef, mesmo sendo um grande show de talento culinário, adota o estilo de "novela da vida real", marca que caracteriza os realities brasileiros. Lá tem a mocinha, a fofoqueira, o linguarudo, a venenosa, o mocinho, o bobo da corte e por aí vai.

Desta vez, a "turma do bem" foi, precocemente, eliminada. O "boa gente" Vitor Bourguignon, a engraçada Yuko, o também "boa gente" Fabrizio, a doce Ana Luiza (que se viu envolvida na polêmica de ser ou não ser profissional), o simpaticíssimo Fernando e a "ingênua" Nayane não avançaram. Cada um caiu como peça de dominó. Desta turma, só restou MIchele que não brilhou durante grande parte da disputa. Na realidade, esperava mais da catarinense. Chamou a atenção logo na seletiva, mas só retomou o brilho nos últimos programas.

Já outros competidores avançaram com a pecha de sarcásticos e panelinha do "mal", evidentemente personificados na edição "telenovelizada". Mirian passou ar autoritário e pouco simpático. Duelou com o querido Fabrizio. Já Leo abusou das cutucadas desnecessárias e discursos nada amigáveis com outros colegas. Pensei que estaria na grande final. Um dos mais rejeitados pelo público. Igual a Deborah que angariou alta taxa de reprovação pelo estilo "soberano".

O seu fiel escudeiro Victor Vieira irritava o telespectador ao chamá-la de "Debby". E o pior: no episódio de sua eliminação, a sua "melhor amiga" ainda deu um riso sarcástico com a avaliação negativa. Aliás, os dois enfrentaram o vazamento de fotos íntimas. Felipeh Campos, no "A Tarde É Sua", até apelidou Victor V. de "MastroChef". Constrangedor... E Valter não passou um pingo de carisma no vídeo. Ar bruto e "rústico". Material farto para a edição.

Como já ficou claro em todas as outras temporadas, Paola, Jacquin e Fogaça avaliam não somente os pratos elaborados na cozinha mais famosa do Brasil, mas também a postura dos competidores e a resposta do público diante da disputa.

A Band já emendará com a segunda edição do MasterChef Profissionais que iniciará daqui a duas semanas. E o telespectador continua a dar bom retorno nos índices de audiência e redes sociais, mesmo com o formato sendo explorado ao máximo.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 12h15
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Loiras perdem espaço no Miss Brasil 2017

Olá, internautas

No último sábado (19/08), a Band exibiu o Miss Brasil 2017. Monalysa Alcântara sagrou-se a vencedora da disputa que ocorreu em Ilhabela. A cidade do litoral paulista foi enredo, no ano passado, da Vila Maria no Carnaval de São Paulo e agora sediou o concurso que elege a “mulher mais bonita do País”. Boa repercussão.

Monalysa, que representou o Estado do Piauí, fugiu das respostas óbvias das misses. Passou a imagem de “arretada” e “empoderada”. Desfilou com garra. Chamou a atenção pela beleza e postura. Venceu com méritos. A Miss Rio Grande do Sul, Juliana Mueller, ficou em segundo lugar. Também é belíssima. Neste ano, mais mulheres bonitas participaram do concurso.

Cassio Reis comandou a transmissão. Demonstrou, mais uma vez, segurança na apresentação. Neste ano, a produção apostou em Rayza Nicácio para ser a repórter da festividade. Negritude na tela. As loiras, aliás, perderam espaço no show.

Entre as 10 finalistas, não havia uma loira sequer. Monalysa sucede Raissa Santana. Uma dobradinha raríssima de negras campeãs do concurso. Fazia 30 anos que uma afrodescendente não era Miss Brasil até o ano passado.

Neste ano, um fato chamou a atenção. Os jurados tiveram que revelar os votos na escolha final da Miss Brasil. A votação aberta trouxe mais transparência. Lembrou, com devidas proporções, o “paredão” e a “formação da roça” do BBB e A Fazenda ou então a votação dos deputados federais em Brasília no processo de impeachment.

Outro fato curioso é que a Rede Brasil de Televisão, agora no “cardápio” da NET, transmitiu, na sexta-feira (18/08), o concurso da Miss Brasil Mundo e do Mister Brasil CNB. Em plena véspera do Miss Brasil.

Parabéns, Monalysa!

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h42
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Sobre o autor
Fabio Maksymczuk de A. Brito é jornalista formado pela Universidade Mackenzie e Relações Públicas pela USP. Desde 2004, Fabio escreve sobre a TV brasileira no FABIOTV que atualmente integra o Blogs Legais do UOL. O jornalista é membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) e colunista do Portal Imprensa.

Sobre o blog
O blog FABIOTV tem por objetivo discutir a programação da TV brasileira. Novelas, realities, programas de auditório, jornalísticos, esportivos e as últimas novidades da mídia eletrônica ganham destaque.

 
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