Record TV corta transmissão em funeral da Chapecoense

Olá, internautas

Uma tragédia marcou esta semana.

 



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h16
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FABIOTV na votação dos melhores da TV brasileira na APCA

Olá, internautas

Nesta quarta-feira (30/11), tive a honra de participar da votação dos melhores da TV brasileira de 2016. A reunião ocorreu na sede do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. Pertinho de casa.

Participaram da votação: Bárbara Sacchitiello, Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fábio Maksymczuk, Flávio Ricco, José Armando Vanucci, Neuber Fischer, Leão Lobo, Nilson Xavier e Paulo Gustavo Pereira.

Sempre tento espraiar, na votação, os indicados além do Grupo Globo. Valorizar outras emissoras. E isso eu fiz na indicação dos cinco finalistas. Porém, neste ano, realmente os melhores passaram pela emissora da família Marinho.

Seguem os vencedores.

Grande Prêmio da Crítica: Domingos Montagner (In Memoriam)

Defendi tal homenagem. Justíssimo.

Melhor Novela: Velho Chico

Ganhou com ampla maioria dos votos. Liberdade, Liberdade, Êta Mundo Bom!, Escrava Mãe e Totalmente Demais disputaram a categoria.

Melhor Série: Justiça

Ganhou com quase unanimidade. A Garota da Moto, Ligações Perigosas, Me Chama de Bruna e Supermax ficaram entre os finalistas.

Melhor ator: Marco Ricca (Mão de Luva)

Categoria que teve uma boa disputa. Consagração merecida pelo trabalho desenvolvido em “Liberdade, Liberdade”. Concorreram também Rodrigo Santoro, Sergio Guizé, Chico Diaz e Enrique Diaz. 

Melhor atriz: Selma Egrei (Dona Encarnação)

Ganhou com quase unanimidade. Adriana Esteves, Debora Bloch, Fabiula Nascimento e Lucy Alves concorreram na categoria.  

Melhor diretor: José Luiz Villamarim (Justiça)

José Luiz Villamarim ganhou com ampla vantagem. Luiz Fernando Carvalho, Breno Silveira, José Alvarenga Jr e Vinicius Coimbra disputaram a categoria.  

Melhor cobertura Rio 2016: SPORTV

As ótimas coberturas da SPORTV na Olimpíada e Paralimpíada mereceram a consagração dos críticos da APCA. Fox Sports, Globo, Band e ESPN Brasil ficaram entre os finalistas.

Melhor programa infantil: Detetives do Prédio Azul

Categoria que teve uma boa disputa. Detetives do Prédio Azul agora ganha espaço na TV Cultura e TV Brasil. Amplia o número de telespectadores, além da TV paga (Gloob). Cúmplices de Um Resgate, Irmão do Jorel, Galinha Pintadinha e O Show da Luna também disputaram a peferência dos críticos da APCA.  

A minha relação dos melhores da TV brasileira de 2016 será, como sempre faço, divulgada no fim do ano (inclusive com outras categorias).

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 16h10
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"Os Dez Mandamentos" alcança enorme sucesso na Argentina

Olá, internautas

“Os Dez Mandamentos” continua a colher bons frutos. A melhor novela de 2015 da TV brasileira conquista sucesso no mercado internacional. O cajado de Moisés passou com êxito em Portugal, Angola e Chile. Porém, na Argentina, o sucesso é avassalador.  

Sergio Marone, Guilherme Winter, Giselle Itié, Camila Rodrigues e Petronio Gontijo ganham o carinho do telespectador argentino. Os atores viajaram até o país vizinho e participam de diversas atrações da Telefe, emissora que exibe a trama da Record. Lá, a novela é exibida em dois horários: 23 horas e reprise às 14h30. O capítulo que anunciou as 10 pragas até derrotou na audiência o jogo da seleção argentina, liderada pelo craque Messi, nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Petronio Gontijo tenta se arriscar no espanhol, mas fica no portunhol mesmo. Camila, idem. A emissora argentina sempre destaca que Giselle é uma atriz mexicana-brasileira. Fala o espanhol fluentemente e ajuda os colegas de elenco em entrevistas. Sergio Marone tem um espanhol impecável. E isso é destacado pelos apresentadores da Telefe. Já Winter, nas primeiras participações, titubeava no espanhol, mas agora fala com alguma fluência.

O ápice do sucesso ocorreu na transmissão do capítulo da abertura do Mar Vermelho (Mar Rojo, por lá). Os atores foram recepcionados com tapete vermelho. Tratamento de estrela internacional. Desembarcavam do carro de última geração e abraçavam os fãs no alambrado. Depois adentravam no Luna Park (casa de espetáculos) com 6 mil convidados. O apresentador recepcionou os cinco atores e até entrevistou, por um telão, Adriana Garambone, a melhor atriz do ano passado que interpretou a megera Yunet. Ela comentou que não pôde ter acompanhado de perto o sucesso na Argentina por conta do seu filho de apenas 1 ano.   

Os atores brasileiros também prestigiaram o programa de Susana Giménez, uma espécie de Hebe Camargo argentina. Muito simpática. Durante o bate-papo, Petrônio comentou que Salomé tinha sido outra novela de grande sucesso no Brasil. Foi não...

Já no programa Morfi, um fato curioso aconteceu. Uma apresentadora queria porque queria beijar Sergio Marone na boca. Daí, o ator comentou que ela era muito devassa. A argentina não entendeu o termo e a tradutora disse que devassa era uma marca de cerveja. Hahahaha.. E Sergio deu um beijaço na comunicadora. Não foi selinho. Foi um beijão. A apresentadora ficou até desnorteada.

Muito bacana acompanhar o sucesso dos atores e da teledramaturgia nacional em outros países, especialmente da novela “Os Dez Mandamentos”, obra que já entrou para a história da televisão brasileira.

Fabio Maksymczuk (com a Hamsa todo dia para combater o mau olhado.....)



Escrito por Fabio Maksymczuk às 20h37
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"X Factor" termina com dúvida

Olá, internautas

Nesta quarta-feira (23/11), “X Factor” chegou ao fim na Band. Cristopher Clark sagrou-se o grande campeão da disputa. Jenni Mosello ficou em segundo lugar. E as meninas do Ravena conquistaram a terceira colocação.

Como já tinha ressaltado neste espaço, Cristopher ganhou a minha admiração durante a visita ao estúdio. Realmente, segurou o show na segunda apresentação daquele dia. Há diferenças entre assistir ao vivo e pela TV. No vídeo, Cristopher pode passar uma imagem de “acima do tom” em alguns momentos. Lá, durante a gravação do talent show, isso não acontece.

O grupo Ravena fez a melhor apresentação justamente no último dia. Se tivesse obtido tal desempenho em noites anteriores, possivelmente teria ganho a competição. Acredito que a “girl band” tenha mais apelo comercial do que o próprio Cristopher. A conferir.

Em relação à Jenni, consigo enxergar mais uma atriz que canta. Perfeita para musicais. Encantou em sua última apresentação. Bem delicada no balanço. Portanto, os três finalistas foram bem selecionados pelo público. Há ainda outros dois destaques que chegaram perto da final: Conrado e Diego Martins.

Conrado é uma pedra a ser lapidada. De acordo com entrevista concedida ao portal da Band, é a primeira vez do rapaz em um palco. Por isso mesmo, os comentários do Rick Bonadio foram muito infelizes no dia que acompanhei a gravação. Praticamente, humilhou o rapaz ao vivo. Na semana seguinte, o veterano jurado acertou o tom ao falar do “xodó” da atração. Ele ainda vive a fase de encontrar o seu “eu”. Não é do rock, como gosta de falar. É mais intimista. Do pop romântico. Rick foi muito feliz nestes comentários derradeiros. Já Diego enfrentou muitos percalços na competição, mas tem carisma e arrasou na apresentação da música de Raul Seixas no dia que estive na gravação.

Portanto, cinco talentos foram descobertos pelo X Factor. Fora outros destaques que passaram pelo programa (TropeirÁfrica, O Clã..). Portanto, esse não foi o entrave para a conquista de melhores índices de audiência. Ficou entre 2 e 3 pontos de média.

Alguns limitadores surgiram nesta disputa. O mantra da “busca de mais um fenômeno musical” já aparece bem desgastado. Além disso, a atração da Band conviveu com a exibição do “The Voice Brasil” neste segundo semestre. Até por infelicidade, encarou diretamente o “talent show” da TV Globo em algumas quartas-feiras. O formato já surge desgastado e ainda enfrenta o programa de maior repercussão do gênero na atualidade. Complicado.

Outro empecilho surgiu com a apresentadora Fernanda Paes Leme. A “Fê”, para os íntimos, surgia travada no vídeo. Ela deveria ter passado a mesma espontaneidade percebida nos bastidores do show. No júri, Alinne Rosa não brilhou. Seguia, principalmente, os comentários de Rick Bonadio. Por outro lado, Di Ferrero foi uma grata surpresa. Era o mais sensato da bancada.

E um fato perturbador ocorreu durante toda a grande final. “X Factor” não revelou, em momento algum, a porcentagem de votos (ou tuítes e SMS) ao telespectador. Fernanda apenas anunciava os cantores “menos votados” e, inclusive nesta grande final, não foi revelado o porcentual da votação de Cristopher. Falta transparência. E ficou essa grande dúvida no ar.

“X Factor” cresceu durante as eliminatórias com a participação do público, principalmente nesta reta final com os 16 finalistas.

Parabéns, Cristopher Clark (e também aos unicórnios)!

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 12h13
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SBT acerta com "Querida Inimiga"

Olá, internautas

Mais uma novela mexicana ganha espaço na programação vespertina do SBT. Chegou a vez de “Querida Inimiga” que sucede a problemática “Mar de Amor”. Desta vez, a nova novela voltou a ganhar a dublagem mais conhecida do telespectador.  A experiência com “Mar de Amor” não deu certo.

Porém, há um efeito colateral. As vozes são as mesmas de sempre. A voz do Mariano, de Teresa, que, aliás, era médico, incorpora no doutor Alonso (Gabriel Soto). Já Lorena (Ana Layevska) é a mocinha da história. Voz da Aurora, de Teresa. Logo nos primeiros capítulos, a órfã sai do orfanato das freiras (olha a coincidência com Carinho de Anjo!) e vai para capital. Na metrópole, é assaltada, perde todas as suas economias e se depara com Alonso em uma tempestade.  Amor à primeira vista.

Lorena foi em busca de seu grande sonho: cursar gastronomia. Sem o dinheiro que foi roubado, ela busca um emprego e encontra logo de cara: ajudante de cozinha.  O pano de fundo da nova aposta do SBT cai bem dentro do atual momento da TV brasileira que explora os realities culinários.  

A mocinha acredita que tem o apoio da amiga Sara (Carmen Becerra). Só que, na realidade, é a sua maior rival. A “falsiane” descobre a história dos pais ricos de Lorena no orfanato e toma o seu lugar. Essa história lembra, de alguma forma, “Pérola Negra”, sucesso do SBT. Com sinais invertidos.

Os primeiros capítulos envolveram o telespectador que aprecia as novelas mexicanas. Até aqui, foi a melhor escolha da direção entre as recentes produções que entraram no ar neste ano, como “Mar de Amor”, “Lágrimas de Amor” e “A Gata“.

Lorena é queridinha e o público torcerá pelo final feliz da personagem.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 21h00
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Estreia de "Carinho de Anjo" emociona telespectador

Olá, internautas

Ano 2000. Depois do árduo processo de vestibular, cursava o primeiro ano de Relações Públicas na USP, de manhã, e Jornalismo na Universidade Mackenzie, à tarde. Moro encostado ao Mackenzie. Menos de 3 minutos a pé. Chegava em casa, tomava meu lanche e aguardava “Carinho de Anjo” no SBT. Entrava no ar a partir das 19h15 no SBT. E dá-lhe simpirilim. Adorava as traquinagens da Dulce Maria (Daniela Aedo). E o que falar da Vovó Piedade (Libertad Lamarque) travestida de Madre Superiora? E as “conversas femininas” com a Irmã Cecilia (Lisette Morelos)? E ainda tinha o Miguel de Leon que interpretava o pai de Dulce Maria. Na época, o ator ficou famoso no Brasil por ser marido da usurpadora Gabriela Spanic. E a Tia Perucas (Nora Salinas) ou Tia Peruca, como prefiro falar? Um verdadeiro clássico do SBT. Saudades.

Eis que nesta segunda-feira (21/11), 16 anos depois, a emissora de Silvio Santos estreia a adaptação brasileira de “Carinho de Anjo”. Hoje, através das redes sociais, o telespectador comenta ao vivo o desenrolar da novela. E logo de cara, a nova aposta do SBT aparece entre os assuntos mais comentados no mundo pelo Twitter.

O público, que acompanhou a versão original, ficou emocionado ao ver a pequena Lorena Queiroz no papel da espevitada Dulce Maria. Ela ficou no mesmíssimo patamar da mexicana. O SBT encontrou esse verdadeiro “achado” ou pedra preciosa, como preferir. A garota arrasou logo no primeiro capítulo.

Leonor Correa, desta vez, é a autora da adaptação. Respeitou o texto original e o espírito da trama da Televisa com a criação de núcleos liderados, principalmente, por Jean Paulo Campos (Zeca) e a youtuber Juju Almeida (Maisa Silva). Não agrediu.


A produção brasileira conta com a participação especial da “dona” Lucero que vive a mãe de Dulce Maria que habita outro plano espiritual. É uma participação especial de prestígio. A direção acertou em cheio na escalação de Bia Arantes para interpretar a noviça Cecilia e também em Karin Hils para viver a Irmã Fabiana. Karin deverá protagonizar diversos momentos musicais na novela. Ótimo.

Neste primeiro capítulo, o ator Alcemar Vieira também se destacou no papel do padre Gabriel. E durante minha pesquisa, descobri hoje que Manuel Saval, que interpretou esse personagem na trama mexicana, morreu em 2009, vítima de câncer.

Carlo Porto foi o nome escolhido para viver Gustavo, o pai de Dulce. Maior desafio de sua carreira. Priscila Sol fica com a responsabilidade de interpretar a Tia Perucas. Outra aposta ousada da direção.

Diferente de Carrossel, Chiquititas e Cúmplices de Um Resgate, “Carinho de Anjo” contará com maior presença de adultos na tela. Crianças e adolescentes lideraram as três produções anteriores do SBT. Nesta, há uma maior diluição de responsabilidade entre o elenco infantojuvenil e adulto.  Uma diferença importante.

O SBT também acertou na abertura da nova produção. Ficou ótima.

Agora, é aguardar as traquinagens de Dulce Maria e companhia. Começou muito bem. Com uma lágrima de saudade.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h32
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"Rock Story" foge da receita das novelas das sete

Olá, internautas

Na última semana, a TV Globo estreou “Rock Story”. A nova novela de Maria Helena Nascimento, com direção geral de Dennis Carvalho e Maria de Médicis, mantém um patamar de 25 pontos de média nos índices de audiência. Até aqui longe de ser um meteoro, mas também distante de ser um fracasso.

“Rock Story” descarta a receita clássica das novelas das sete. Os tons do cenário e figurino fogem das cores vivas. Dominam as tonalidades preta e bege.  Escuro. A comédia e o ar pastelão saem de cena. Entra o drama. Tráfico internacional de drogas. Câncer. Apresenta um texto denso.

A novela tem como pano de fundo o mundo da música. O roqueiro Gui Santiago, interpretado por Vladimir Brichta, e o ídolo pop do momento, Léo Régis, vivido por Rafel Vitti, sustentam os pilares da trama. Entre os dois personagens, aparecem Diana (Aline Moraes) e as gêmeas Julia e Lorena (Nathalia Dill).

A novela aposta em dois egressos de “Malhação”: Rafael Vitti e Nicolas Prattes. O elenco conta com muitos jovens. Acertaram em cheio na escolha de Vladimir Brichta para protagonista. Há muito tempo, o ator não atuava em uma novela.

Por outro lado, a escalação de Nathalia Dill reforça o velho problema que atinge a teledramaturgia da emissora. Ela acabou de sair da novela “Liberdade, Liberdade” que chegou ao fim em agosto. Com uma personagem marcante. Ou seja, apenas três meses de descanso de imagem.  Alinne Moraes também chegou ao fim de um trabalho ainda neste ano.

“Cheias de Charme”, atual atração do “Vale a Pena Ver de Novo”, retratava o mundo dos músicos.  Relação com a mídia. A novela das empreguetes trabalhou muito bem com as redes sociais. “Rock Story” tem a mesma obrigação. Virilizar. Gui Santiago e Léo Régis precisam, de fato, se transformar em ídolos.  Porém, “Cheias de Charme“ tinha o ar leve e descontraído, elementos não presentes em “Rock Story”.

A missão de “Rock Story” é sustentar os índices de audiência das recentes novelas das sete, sem os ingredientes tradicionais da faixa.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 22h40
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SBT toma decisões equivocadas na programação

Olá, internautas

Com o crescimento da Record, em especial a partir de 2004, o SBT entrou em parafuso. Silvio Santos apostou em uma série de decisões que fragilizaram, ainda mais, a imagem do canal.  O “Programa Cor-de-Rosa” é símbolo desta fase.

Eis que a partir desta década, a estabilidade da programação reforçou o hábito do telespectador e, desta forma, o SBT conseguiu arrancar mais força para duelar com a Record na guerra pela vice-liderança. Esse momento encontra-se em uma encruzilhada perigosa.

De supetão, surgiu o “Fofocando”. O programa de Leão Lobo, Mamma Bruschetta e Homem do Saco está sendo construído no ar.  Até mesmo, o “homem encapuzado” passou por uma série de testes até chegar ao titular. Semanas depois, Mara Maravilha e Leo Dias entraram para reforçar o conteúdo da atração. E o “Fofocando” segue na construção.

Para impulsioná-lo, o SBT resolveu tirar da cartola uma das duas principais novelas mexicanas, “A Usurpadora”. Decisão controversa. A sétima exibição da novela vai ao ar em pleno horário de almoço. Complicado. Tal estratégia estapafúrdia derrubou o canal nos índices de audiência e prejudicou ainda mais o “Fofocando”. E comprometeu toda a faixa vespertina com a queda das tramas da Televisa no IBOPE. Efeito cascata.

E não para por aí. Silvio Santos e direção resolveram tirar Raul Gil do SBT. O tradicional programa ficava com frequência na vice-liderança. Não era uma pedra no sapato para a emissora. Especulações dão conta que Celso Portiolli ocupará a vaga. Tirar um dos mestres da TV brasileira para colocar Portiolli?

Fora a aposta no Mundo Disney que derrubou toda a programação dominical. E o que falar da transformação das filhas do patrão em apresentadoras? Enquanto isso, diversos profissionais (de verdade) permanecem fora da TV aberta, como Adriane Galisteu.

O SBT parece que não aprendeu com o passado. Triste.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 22h59
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FABIOTV na gravação do "X Factor"

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (14/11), tive a oportunidade de acompanhar a gravação do “X Factor”. Recebi o convite da RP1, assessoria de imprensa que atende ao programa. Os assessores da Rede Bandeirantes não atuam diretamente na divulgação do talent show.

A atração musical não é gravada na sede da Band, no Morumbi, mas no Estúdio Quanta, na Vila Leopoldina. É uma região que raramente frequento. Consultei o mapa e vi que ficava próximo da estação Ceasa, da CPTM. E fui.

Saindo de lá, percebi que a região é escura. Deserta. Não passava um táxii. Caminhei um pouco por ali e deparei com o Ceagesp. Conversei com o segurança que me orientou a encontrar o ponto de táxi.  Entrei e percorri todo aquele centro atacadista de frutas, verduras, legumes, temperos e pescados. Um enorme sacolão.

Encontrei o local, peguei o táxi e desembarquei no estúdio. Uma aglomeração já estava por ali. O convite ressaltava que a entrada era, impreterivelmente, até 21 horas. Nome consultado na lista de convidados, passei por uma revista com detector de metais. Retirei o meu lanche (sim! ganhei sanduíches de queijo e presunto e outro de mortadela, suquinhos e um doce) e notei que aquele falatório da aglomeração cada vez mais aumentava. Lembrei imediatamente do noticiário que especulou a confusão do processo seletivo do X Factor na Arena Corinthians.

Pouco tempo depois, adentrei o estúdio. Grandes telas de Led com o X gigante. Xuxa Meneghel ficaria bem à vontade. Até Eike Batista.... O auditório não é confortável. Não há assento. Nem cadeira. É uma grande arquibancada. Depois, surge a voz do diretor que agradece a presença de todos e deseja uma noite com ótimos shows.

Em seguida, entra Fernanda Paes Leme que contagia o público presente com suas tiradas. Disse que com aquele figurino mais parecia uma Ferrero Rocher. Depois começou a falar em espanhol, já que ali só tinha argentino (a direção da Band é argentina). Tirou sarro dos hermanos que perderam de 3 a zero para o Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo. “Ainda bem que não foi 4”, zombou “Fê”, como o diretor a chamava. Ela gravou algumas entradas que seriam exibidas até quarta. Posteriormente, adentra Rick Bonadio. Sem a mesma desenvoltura da apresentadora. Falou “oi” ao público, gravou com aquele “ar tenso” transmitido na TV e foi embora.  

Enquanto o programa não entrava ao vivo, canções, como “Tô Nem Aí”, da sumida Luka, e outras de Aniita eram entoadas. E o diretor informava: 30 minutos...5 minutos para entrar. Começa o “X Factor”. Fernanda Paes Leme pisa no palco. Jurados, em seguida.

Di Ferrero é o mais assediado nos intervalos. Imediatamente, quando o programa entrou no ar, adentraram, no estúdio, Isabeli Fontana, esposa do cantor, e o enteado (como Di ressaltou no bate-papo com o público fora do ar) Zion.

Durante a gravação, o áudio da cantoria dos candidatos é ensurdecedor.  Eu pensei que estava ao lado de uma caixa de som de tão alto o volume que invade o local. Meus tímpanos estão preservados.

Entre os competidores da noite, sobressaíram Cristopher (no auditório tinha a maior torcida) na segunda apresentação, exatamente após a falha técnica que comprometeu o microfone, e Diego Martins na primeira apresentação com Metamorfose Ambulante. Aliás, foi o melhor momento do rapaz em toda a competição. Rick Bonadio, crítico ácido do jovem cantor, reconheceu o ótimo trabalho desenvolvido no palco e fez questão de se levantar e cumprimentá-lo pessoalmente. Após a entrada do intervalo comercial, Fernanda Paes Leme brincou com Diego ao afirmar que gostaria de formar com ele uma dupla ao estilo Sandy e Junior.  Maria Chiquinha....O melhor fica fora do ar realmente...

Por outro lado, Bonadio esculachou Conrado que, segundo nas palavras do jurado, não teve garra e alma nas apresentações desta noite. Comentários bem acima do tom. Não foi tão mal. É o estilo do candidato, como frisou Di Ferrero. De acordo com uma entrevista publicada no site da Band, Conrado nunca tinha pisado em um palco. Cristopher tem 43 anos. Conrado tem 18. Há uma grande diferença entre os dois que deveria ser observada por Bonadio. Pegou pesado e passou do ponto.  

Gravação encerrada. Hora de pegar o táxi que demorou em passar por ali. Agradeço o convite da RP1 para acompanhar a gravação do “X Factor”.  E que vença o melhor!

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 19h39
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GloboNews sobressai em cobertura da consagração de Donald Trump

Olá, internautas

Nesta semana, um fato chamou a atenção da mídia em todo o mundo. Donald Trump, candidato do Partido Republicano, venceu a disputa contra Hillary Clinton para presidente dos Estados Unidos.  

Acompanhei, na madrugada de terça (08/11) para quarta-feira (09/11), a cobertura da GloboNews e da CNN Internacional no pleito eleitoral norte-americano. A emissora da TV paga conseguiu realizar uma melhor cobertura em relação ao processo eleitoral dos municípios brasileiros.

Renata Lo Prete não ficou perdida na tela digital. Os comentaristas não atropelaram uns aos outros. Tudo mais organizado.  Por incrível que pareça.... Aliás, acompanhar o jornalista da CNN, que tocava na tela com tranquilidade e competência, deve ter causado “inveja” na jornalista brasileira. Dony de Nuccio conduziu com segurança a “mesa redonda”.

O cientista político Demétrio Magnoli demonstrou toda a sua experiência em eleições e passou informações importantes ao telespectador. Pressentiu, logo na abertura das urnas, a vitória de Donald Trump. O mesmo ocorreu com o Guga Chacra, que tinha respeitado o seu espaço, mesmo localizado em estúdio nos Estados Unidos. O famoso “delay” não prejudicou.

Já o “Jornal Nacional”, mais uma vez, decepcionou. William Bonner trazia as novidades das eleições diretamente de Washington. O “JN”, desde 2004, cobre nos Estados Unidos o processo eleitoral. O noticiário da TV Globo não se preocupou com a imparcialidade e fez uma cobertura claramente tendenciosa para Hillary Clinton. Chegou ao ponto de enaltecer Barack Obama, presidente que não é tão popular nos Estados Unidos, como o telejornal quis ressaltar.

“Jornal Nacional” deveria ter melhor analisado o momento econômico e social dos estadunidenses. A economia cresceu no país, mas para quem? Como é o acesso às Universidades? Tudo isso ficou em segundo plano para dar espaço a uma imagem de extravagante e “politicamente incorreta” de Donald Trump.

O novo presidente dos Estados Unidos já é uma figura amplamente conhecida por ser um empresário de sucesso, não ligado ao sistema financeiro e Wall Street, além de ser um apresentador de sucesso com o reality “O Aprendiz”. Frisou, em diversas oportunidades, que não era político e sim empresário. Assisti aos debates exibidos na GloboNews. Mensagem idêntica ao tupiniquim João Doria Junior. Igualzinho.

A mídia apostou e claramente forçou a vitória de Hillary Clinton com as tais “pesquisas”. Só que as famosas pesquisas já davam um empate técnico entre os dois candidatos na votação nacional. Só mostravam a intenção de voto nos Estados Unidos no geral e esqueceram-se de detalhar os embates duros nos Estados-chave.  Para mim, não foi uma surpresa a vitória de Trump. Apostava no voto envergonhado e na espiral de silêncio. Mas a mídia reforçou a tal “surpresa”.

Parabéns ao presidente eleito dos EUA, Donald Trump. Uma vitória contundente. E que os políticos brasileiros, principalmente aqueles perdedores das eleições presidenciais, aprendam com a postura de Hillary Clinton e Barack Obama.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h31
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Positivo e negativo: Histórias paralelas salvam "Haja Coração"

Olá, internautas

Nesta semana, chegou ao fim “Haja Coração”. A trama conseguiu manter o patamar de audiência alcançado pela antecessora “Totalmente Demais”. Sem a mesma repercussão, mas cumpriu a missão no IBOPE dentro do atual momento da TV brasileira.

Porém, em outro ângulo, “Haja Coração” foi muito inferior se comparada à novela “Sassaricando”, trama que serviu de base ao autor Daniel Ortiz. Eu lembro perfeitamente da novela das sete dos anos 80. Foi um estrondoso sucesso. Um marco da teledramaturgia da TV Globo. O elenco de “Sassaricando” também é muito superior. O último momento do último capítulo encontra-se registrado na minha memória. Todos em ritmo do “Sassarico”....Deslumbrante.

A direção escalou Mariana Ximenes para o enorme desafio de interpretar Tancinha. A atriz fez um trabalho correto, mas longe de roubar a cena da produção. E se comparar com Claudia Raia, a situação fica difícil. Na realidade, Monica Iozzi deveria ter encarado essa missão.   

Segue o nosso tradicional balanço com os pontos positivos e negativos.

PONTOS POSITIVOS

Sabrina Petraglia (Shirlei) e Marcos Pitombo (Felipe): a história paralela alavancou “Haja Coração”. Os telespectadores ficaram envolvidos com o casal da mocinha pobre deficiente física e o príncipe rico. Sabrina e Pitombo aproveitaram a oportunidade e conduziram a trama. Os coadjuvantes se transformaram em protagonistas. Não é o melhor trabalho do ator na TV. Até mesmo, na atual reprise de “Vidas em Jogo” na Record, Pitombo encontra-se em uma melhor fase. Porém, cumpriu a missão. Sabrina não é a maior destaque de sua geração, mas também seguiu o lema “missão dada, missão cumprida”.

Jayme Matarazzo (Giovanni) e Agatha Moreira (Camila): os dois formaram o segundo casal mais querido do telespectador. Jayme e Agatha sobressaíram na novela das sete. Agataha superou o desafio de encarar as fases distintas de Camila: malévola e boazinha.

Grace Gianoukas (Teodora): a atriz viveu uma ótima fase de sua carreira em “Haja Coração”. Grace foi tão bem que o autor resolveu ressuscitar a personagem ao lado do “bonitão” Epaminondas (Guilherme Chelucci). Hilário!


Cristina Pereira (Safira):  o telespectador matou a saudade com a participação da atriz na novela das sete da TV Globo. Obteve uma ótima parceria com Grace nos embates entre Safira e Teodora pelo “amor” do pescador. Em “Sassaricando”, a atriz mostrou todo o seu talento como Fedora. Atuação brilhante e inesquecível. Bela homenagem do autor ao resgatar Cristina para “Haja Coração”.


João Baldasserini (Beto): oh, Beeetooo! Há muito tempo, o ator merecia mais espaço na teledramaturgia da TV Globo. Conquistou o carinho do telespectador na novela das sete. Daniel Ortiz errou feio no desfecho do personagem. Beto e Tancinha deveriam chegar ao final feliz.

Nando Rodrigues (Henrique): ator que evolui a cada trabalho na TV Globo.  Cumpriu muito bem a sua missão em “Haja Coração”.


PONTOS NEGATIVOS

Malvino Salvador (Apolo): em recentes trabalhos, o ator apostava no feijão com arroz, muitas vezes sem tempero, na interpretação. Não comprometia gravemente a novela. Porém, em “Haja Coração”, o ator viveu o seu pior momento da carreira. Em muitas cenas, Malvino não conseguiu passar a emoção para o personagem. Atuação bem superficial que comprometeu o melhor desenvolvimento do roteiro.  É um dos atores mais sobrevalorizados da Globo. Enquanto isso, por exemplo, Baldasserini ficava escondido. A escalação do elenco é um dos pontos nevrálgicos da emissora.

Tatá Werneck (Fedora): A atriz reforça a falta de versatilidade com o trabalho apresentado em “Haja Coração”. Emenda um trabalho ao outro com nuances de outros personagens. Valdirene continuou viva em Fedora.   

José Loreto (Adônis): outro ator sobrevalorizado na TV Globo. Também demonstra falta de versatilidade em sua interpretação. A emissora precisa urgentemente apostar em novos talentos.  

Cláudia Jimenez (Lucrécia): a atriz apareceu na novela? Só para saber.....

Falta do espírito de São Paulo: a novela teoricamente foi ambientada em São Paulo, mas o ar paulistano passou longe de “Haja Coração”. Uma das maiores diferenças com a original “Sassaricando”.

Abertura da novela: abertura totalmente sem criatividade. O que a canção entoada por Ivete Sangalo tem a ver com a novela? Poderia ser encaixada em qualquer produção da emissora. Sem identidade com a novela das sete.

Desfecho de Tancinha: erro colossal da Tancinha chegar ao fim com Apolo. Um presente para Malvino que , definitivamente, não merecia.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h17
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Deselegante Silvio Santos marca acomodado Teleton 2016

Olá, internautas

O tradicional Teleton deu as caras na programação do SBT neste final de semana. Com esforço postergado até 2 da manhã (horário de Brasília) e uma doação anônima de 200 mil reais, a campanha beneficente cumpriu o objetivo de arrecadar R$ 27 milhões para a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).

Neste ano, como nas edições recentes, o SBT apostou, mais uma vez, numa maratona com formato acomodado. Artistas do SBT, alguns contratados de outras emissoras e cantores pedem a doação de 5, 15 ou 30 reais. Além dos números musicais, reportagens sobre as pessoas que precisam da AACD vão ao ar ininterruptamente.  

Não há um trabalho maior da produção que deveria trazer atrações renovadas ao telespectador.   Isso acontecia lá atrás. De alguns anos para cá, é a mesma coisa. Se reprisar a campanha de 2013, por exemplo, o público não sentirá a menor diferença.

Tal impressão imperou e contribuiu para a dificuldade extra de atingir a meta. Neste ano, Anitta ajudou a alavancar a arrecadação nos momentos finais. A cantora entrou no clima da campanha.

Apesar disso, ela teve a companhia de um Silvio Santos zangado. Ácido. Passou a impressão de insatisfeito de estar ali. Sobrou até para um conjunto de gordinhas. Comentários infelizes surgiram durante o bate-papo. “Você é muito graciosa. Embora sendo a única negra entre as brancas, é bonita. É bonita de verdade”, disparou o veterano apresentador. E até fez ”graça” com o comportamento sexual das moçoilas. Ficou feio.

Até mesmo, Patrícia Abravanel tentou controlar o pai no palco. Trazê-lo para o espírito da campanha. Tentou, de todas as formas, incentivá-lo a pedir doações. Ele esbravejou que não estava “nem aí” se os telespectadores não queriam colaborar com a AACD. Depois, Paty ajudou o animador no tal “Bingão”.

Também quis valorizar a presença da Anitta que tinha sido afastada do palco pelo apresentador. Trouxe a cantora de volta para a atração no momento da hipnose.  Quando, aliás, confuso, já que o hipnotizador evitou Anitta para o desafio. O animador também se recusou a participar da campanha liderada pela carioca nas redes sociais.  

E não parou por aí. “O que você vai cantar?”, perguntou o patrão. “O que você quiser”, respondeu Anitta. “Não conheço o seu repertório”, retrucou Silvio. Deselegante. E tem mais! Anitta desejava dançar com o dono do Baú. “'Não vou dançar com você. Quando danço fico muito excitado”, disparou. Deselegante.

Uma noite infeliz de Silvio Santos.

Os produtores precisam de energia nova para as próximas edições do Teleton. “Criança Esperança” enfrentou o mesmo desgaste e a TV Globo teve que reformular totalmente a campanha. Caso contrário, o SBT ficará, cada vez mais, dependente da tropa do cheque.

Fabio Maksymczuk   



Escrito por Fabio Maksymczuk às 23h55
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Programas moda casa chamam atenção no GNT

Olá, internautas

O GNT é um dos canais que mais oferece bons programas ao telespectador na TV paga. A emissora da Globosat vive uma fase de atrações “moda casa” que sucedem um ao outro na grade de programação.   

Nesta sexta (04/11), por exemplo, sucedem “Decora”, “Santa Ajuda”, “Admirável Móvel Novo” e “Casa Brasileira”. Aqui funciona a estratégia de atrações com meia hora, já que na realidade, um entrelaça, de alguma forma, com o outro. Isso ocorre com “Santa Ajuda”, “Admirável Móvel Novo” e “Casa Brasileira”.

O “Decora” tem uma hora de duração. Poderia ser também de meia hora. O arquiteto Mauricio Arruda transforma um cômodo de algum lugar. Reforma e coloca o estilo dos moradores no quarto, por exemplo.  O estilo desta atração já ganhou espaço em vários programas da TV aberta.

“Santa Ajuda” é o mais interessante deste núcleo. A apresentadora Micaela Goes (atriz também, aliás) ajuda a organizar a bagunça das pessoas que aceitam participar do programa. Micaela, além de organizar o ambiente, passa dicas ao telespectador que também enfrenta a desorganização nos lares. E a vovó Ricoleta faz uma participação pra lá de especial.

Já no “Admirável Móvel Novo”, André e Karina mostram o trabalho desenvolvido no Estúdio Gloria. Muitos vão lá para restaurar peças antiquíssimas que possuem alguma relação familiar. O “suspense” do antes e depois permeia a atração.

Por fim, o “Casa Brasileira” tem linguagem de documentário ao retratar a arquitetura e o design das construções brasileiras, como as fazendas no interior do País.  

O telespectador retém alguma informação com as atrações do GNT. E isso é bom.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 22h46
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Guerra midiática já inicia com vitória de Crivella

Olá, internautas

Marcelo Crivella sagrou-se vencedor das eleições municipais do Rio de Janeiro com cerca de 60% dos votos válidos. O candidato do PRB foi alvo da Revista Veja às vésperas do pleito eleitoral.  

Na semana anterior da votação, a publicação destacou, na capa que circulou na “Cidade Maravilhosa”, as fotos do “líder da Igreja Universal do Reino de Deus” detido no início dos anos 90. Dias depois, Crivella se recusou a participar do RJTV, telejornal da TV Globo.  Mesmo com tais fatos negativos, o senador conseguiu vencer a disputa contra Marcelo Freixo, do PSOL.  

Após a vitória nas urnas, o “Fala Que Eu Te Escuto” foi à forra nesta semana. O programa das madrugadas da Record resolveu atacar a TV Globo, Veja e UOL. Segue o discurso: “Foi uma campanha dura, difícil, repleta de mentiras e manipulação, agressividade, propaganda difamatória para confundir o eleitor carioca....Crivella foi alvo de uma intensa campanha negativa da mídia, principalmente enfrentou três gigantes da comunicação... Veja, UOL e Globo com notícias tendenciosas”...”Com tantas notícias mentirosas, dá para acreditar na Globo?”....”

Depois, pegaram uma reportagem de algum crítico da esquerda e ressaltaram as frases: “PSOL é o PT de ontem.... Defensor de terroristas e ditadores”.   A locutora continuou a esbravejar que a mídia tenta manipular os fatos.

Para justificar tal premissa, resgataram o clássico episódio da edição pela TV Globo do debate entre Lula e Collor no Jornal Nacional. E sobrou até para Fernanda Torres, “atriz contratada pela Globo”, que em um artigo, publicado “nos meios difamatórios”, criticou Crivella e evangélicos na política.  Por fim, indagaram: VEJA, UOL e GLOBO, por que não conseguiram vencer nas eleições no Rio?

Depois, o bispo Marcio Carotti soltou o verbo e disparou que fundamentalista “é a Globo, é o Arnaldo Jabor”....No estúdio, o bispo da Universal recebeu um maquiador assumidamente gay que trabalha há 15 anos na Record.  Ele ressaltou que é respeitado e não enfrenta preconceito na “emissora dos bispos”.

Depois, Carotti frisou que quanto mais falam mal, mais eles crescem. O ator Sandro Rocha, que trabalha em novelas da Record, concedeu uma entrevista via Skype, atacou a mídia que apoia a esquerda brasileira e referendou o discurso de ataque do Fala Que Eu Te Escuto.  

Depois deste preâmbulo, Crivella foi entrevistado por telefone e a atração comemorou a vitória do bispo licenciado da IURD para a Prefeitura do Rio de Janeiro. O prefeito eleito comentou sobre a postura da mídia que é contra os evangélicos.

A guerra midiática entre Globo e Record deve se acentuar ainda mais com Crivella prefeito. Isso é só o começo.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 22h37
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Gafe na GloboNews e comentarista tendencioso na RedeTV! marcam cobertura do 2º turno

Olá, internautas

A Eleição 2016 chegou ao fim neste domingo (30/10). As emissoras se voltaram para o segundo turno. A GloboNews fez uma intensiva cobertura do processo eleitoral. Como ocorreu no primeiro turno, a equipe formada por Christiane Pelajo, Cristiana Lôbo, Merval Pereira, Gerson Camarotti e Renata Lo Prete não demonstrou entrosamento.  

O mesmo equívoco, que já tínhamos ressaltado no primeiro turno, ocorreu agora. O estúdio contou com cinco jornalistas para debater a votação. Muita gente na tela. Muita interrupção. “Perdão. Desculpa por interromper...” foi o que mais o telespectador ouviu.

Um falando em cima do outro. Christiane Pelajo sobrou na mesa. Renata Lo Prete perdida na apuração das cidades. Esqueceu do Nordeste e só falou quando já estava nos momentos finais. Guarujá, por exemplo, foi jogada ao relento nas discussões.

A sempre competente Cristiana Lôbo, já cansada de tanto falatório, soltou uma gafe histórica. Em Macapá, Clécio, da Rede, sagrou-se vitorioso. Pois bem. O concorrente era Gilvam Borges, do PMDB. Porém, Cristiana trocou as bolas e disparou o nome de seu dermatologista! Camarotti não parou de dar risada. A jornalista ficou sem graça com a situação.   

Já na RedeTV!, após o “Encrenca”, foi ao ar um boletim analítico dos resultados finais do processo eleitoral. Boris Casoy, Amanda Klein, Mariana Godoy e Reinaldo Azevedo formaram a equipe. O comentarista Reinaldo Azevedo atropelava os demais e falava sem parar. Além disso, a imparcialidade foge longe de suas análises. Comentarista tendencioso contra a esquerda brasileira no geral.  

Não disfarçou a alegria ao ver a hecatombe do PT e do PSOL. Sobrou até para a REDE e Marina Silva. Disparou contra Freixo e revelou que votaria no Crivella para prefeito do Rio de Janeiro. A ponderação passa longe de Azevedo. Uma pena.

A RedeTV! sempre sobressaiu pela cobertura mais isenta na TV aberta. Com Azevedo, isso é jogado no lixo. Não há equilíbrio na transmissão. Boris até tentou apaziguar a situação ao relembrar a força de Marina e do “interessante” político Ciro Gomes. Mariana ficou visivelmente constrangida com o falatório de Reinaldo.

A emissora precisaria contratar outro comentarista que batesse de frente com as ideias de Reinaldo. Pluralidade na transmissão.

Há outro elemento que permeou toda a cobertura. A “força” de Geraldo Alckmin. O “fracasso de Aécio Neves”. Será que os paulistas realmente estão contentes com o governo Alckmin? A mídia se cala e reforça a candidatura do governador para presidente de 2018.  O ex-governador Alberto Goldman concedeu uma excelente entrevista ao “É Notícia” que ressaltou os sérios problemas enfrentados pelo PSDB. A mídia precisa ser menos parcial.

Fabio Maksymczuk



Escrito por Fabio Maksymczuk às 12h41
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Sobre o autor
Fabio Maksymczuk de A. Brito é jornalista formado pela Universidade Mackenzie e Relações Públicas pela USP. Desde 2004, Fabio escreve sobre a TV brasileira no FABIOTV que atualmente integra o Blogs Legais do UOL. O jornalista é membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) e colunista do Portal Imprensa.

Sobre o blog
O blog FABIOTV tem por objetivo discutir a programação da TV brasileira. Novelas, realities, programas de auditório, jornalísticos, esportivos e as últimas novidades da mídia eletrônica ganham destaque.

 
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